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Um dos presos foi apontado como líder da organização criminosa e escapou da prisão usando a mesma estratégia; ele cavava de dois a três metros por dia

Quadrilha capturada arrow-options
Polícia Civil/Divulgação
Quadrilha foi presa pela Polícia Civil

A presa no sábado (21) que cavava um túnel para chegar a um cofre do Banco do Brasil em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, gastava cerca de R$ 21 mil por semana para fazer a passagem. Um dos presos foi apontado como o líder da organização criminosa e, de acordo com informações da polícia, ele já tinha fugido da prisão usando a mesma estratégia.

Ao portal G1, o delegado João Paulo Sartori, que é o responsável pela investigação, disse que o buraco começava em uma edícula e um dos comparsas cavava de dois a três metros de túnel por dia. "Lá ele conheceu outro comparsa com passagem de roubo a banco e este o ajudou na ação criminosa, tanto para fuga da cadeia quanto agora na tentativa de chegar ao cofre do Banco do Brasil", afirmou.

Para manter tudo funcionando, um dos membros da equipe alugou um galpão e o valor pago mensalmente era de R$ 21 mil semanais. O aluguel foi feito com um documento falso e foi colocada uma porta na frente do imóvel para esconder a edícula. O dono do imóvel não sabia que se tratava de uma organização criminosa.

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De acordo com informações da péricia divulgadas nesta segunda-feira (23), o grupo cavou um túnel de aproximadamente 70 metros a uma profundidade de seis metros, sendo que, a cada cinco metros, foram instalados uma lâmpada e um ventilador. "Eles também mantinham um freezer com água mineral, todas sem rótulos para despistar qualquer rastreamento", disse o delegado Sartori.

Logo após o fim do dia de trabalho, os bandidos espalhavam cal no imóvel para dificultar uma possível ação policial. Nos últimos seis meses, eles estocaram milhares de sacos de terra, que quase chegavam ao teto do galpão alugado.