Governador de São Paulo, João Doria (PSDB) disse que 'é preciso ter cuidado para não inverter' fatos.
Divulgação/Governo do Estado de São Paulo - 2.2.19
Governador de São Paulo, João Doria (PSDB) disse que 'é preciso ter cuidado para não inverter' fatos.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), negou que a Polícia Militar tenha relação direta com as nove mortes que ocorreram neste domingo (1º), em um baile funk de Paraisópolis, localizada na zona sul da capital. 

"A letalidade não foi provocada pela PM, e sim por bandidos que invadiram a área onde estava acontecendo baile funk . É preciso ter muito cuidado para não inverter o processo", disse Doria durante uma entrevista coletiva que aconteceu na manhã desta segunda-feira (2) sobre o caso.

O governador assegurou que pode reavaliar pontos da investigação e punir aqueles que cometeram erros. A polícia alega que os agentes reagiram a um ataque de dois criminosos que atiravam em uma moto. A versão de testemunhas contradiz o que os PMs afirmaram. Os frequentadores alegaram que os policiais militares entraram na comunidade com o intuito de dispersar o barulho, segundo o Uol. 

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"Não houve ação da polícia nem utilização de arma [de fogo] nem em relação a invadir a área onde o baile estava acontecendo, tanto é fato que o baile continuou. Não deveria sequer ter ocorrido. Ele é ilegal, fere a legislação municipal. Tanto é fato que prosseguiu", defendeu Doria. 

O governador prestou solidariedade às famílias dos jovens mortos e afirmou que a PM vai agir segundo o protocolo de segurança pública. Doria sustentou a versão de que não houve tiros de policiais durante o evento. 

"O comportamento, atitude, posicionamento da Polícia Militar continuará dentro do protocolo, dentro dos programas de segurança pública estabelecidos desde o começo da nossa gestão. O que não nos desobriga de reavaliar e rever pontos específicos, onde falhas possam ter acontecido e penalizar, se as circunstâncias assim determinarem, quem cometeu erros".

Comandante da PM

Para o comandante da Polícia Militar, Coronel Salles, os policiais que estiveram em Paraisópolis ao invés de serem afastados estão "preservados". 

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"Os policiais não estão afastados, estão preservados. Temos que concluir o inquérito. Não haverá como condená-los antes do devido processo legal. Seguirão em serviços administrativos, no horário deles, fazendo outras coisas", esclareceu, afirmando que estão sendo submetidos a trabalhos de preservação, com psicólogos e análise médica. 

Em relação aos vídeos que circularam na internet com supostas imagens do momento em que os policiais teriam chegado ao baile funk, o coronel esclareceu que tudo será apurado "com uma lupa". "É preciso investigar se as imagens são mesmo de ontem. Isso será parque do inquérito", justificou.

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