Tamanho do texto

Entre janeiro e outubro, foram cinco mortes pela polícia por dia – são 1.546 casos. Na contramão, Rio teve o menor número de homicídios desde 1991

PMRJ arrow-options
Agência Brasil
Caso a media mensal seja mantida, 2019 terminará com mais de 1800 mortes por pela polícia.

O número de mortes em confronto com a polícia no Estado do Rio de Janeiro chegou ao maior índice desde 1998 (início da série histórica), de acordo com dados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) nesta segunda-feira. Entre janeiro e outubro deste ano — ou seja, ainda faltando dois meses para o fim de 2019 — os homicídios por intervenção policial chegaram a 1.546 registros, média de cinco casos por dia.

Leia também: Integrante do MST é atingido por bala de borracha na cabeça em ação de despejo

Até então, a maior quantidade de ocorrências tinha sido em 2018, quando houve 1.534 casos durante todo o ano. Em relação ao período de janeiro a outubro de 2018, o aumento foi de 13% nos registros. Mantida a média mensal deste ano, 2019 terminará com mais de 1.800 mortes pela polícia .

Na contramão do índice, os homicídios dolosos chegaram ao menor patamar da série histórica, iniciada em 1991. Nos primeiros dez meses deste ano, foram 3.342 mortes, queda de 21% em relação ao mesmo período de 2018, quando foram mortas 4.226 pessoas.

De acordo com o ISP, em outubro as mortes por intervenção de agente do Estado diminuíram 6% em relação a setembro e caíram pelo terceiro mês seguido. Foram 194 casos em julho, 170 em agosto, 153 em setembro e 144 em outubro. Mesmo assim, no acumulado de 2019, a polícia já responde por 31% das mortes violentas do Estado do Rio .

Leia também: Mortes de policiais caem 35%, mas letalidade da polícia sobe 50% em São Paulo

As mortes por intervenção policial tiveram aumento em áreas de 46 delegacias — as chamadas Circunscrições Integradas de Segurança Pública (Cisps). Os maiores aumentos foram na área da 151ª DP (Nova Friburgo), que passou de um caso entre janeiro e outubro de 2018 para cinco casos no mesmo período deste ano, a da 19ª DP (Tijuca), que foi de quatro para 20 registros, e a da 33ª DP (Realengo), onde houve sete ocorrências nos primeiros dez meses de 2018 e 34 no mesmo período deste ano.