Geraldo Luiz Mascarenhas Prado foi citado em conversa de líderes do PCC
Roque de Sá/Agência Senado
Geraldo Luiz Mascarenhas Prado foi citado em conversa de líderes do PCC


A Polícia Civil pedirá à Justiça de São Paulo a quebra de sigilo do advogado Geraldo Luiz Mascarenhas Prado. O defensor foi citado em conversas de WhatsApp de um líder do Primeiro Comando da Capital (PCC) como tendo recebido R$ 1,5 milhão da facção criminosa para entrar com um pedido contra a portaria 157 do ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro. A informação é da revista Veja .

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Em 12 de fevereiro deste ano, em uma de suas primeiras portarias, Sérgio Moro decretou o fim das visitas íntimas a presos de alta periculosidade. Na mesma semana, o principal líder do PCC ,  Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, foi transferido da Penitenciária de Presidente Venceslau em São Paulo, para a Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia.

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Em uma apreensão da Polícia Civil na Penitenciária de Arraial do Cabo (RJ), um celular que pertencia a Décio Português, um dos líderes mais próximos de Marcola, trazia uma planilha de pagamentos da facção. O nome de Geraldo Luiz Mascarenhas Prado aparece ao lado do valor de R$ 1,5 milhão.

O advogado, que também representa o Partido dos Trabalhadores ( PT ), entrou com uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) contra a portaria 157 junto ao Supremo Tribunal Federal no dia 22 de abril. A Polícia Civil quer saber se a ação aconteceu por influência do PCC .

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“A proposta da ADPF foi apresentada pelo advogado Geraldo Prado, em nome do Instituto Anjos da Liberdade, que se tornou “amicus curie” do PT no processo. Tanto o advogado quanto o Instituto são reconhecidos no mundo jurídico por sua atuação na defesa de vulneráveis”, diz o PT através de nota.

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