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Desaparecimento, ocorrido na última semana, pode ter acontecido por uma sequência de erros por parte de funcionários do Hospital Miguel Couto

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Fabiano Rocha / Agência do Globo
Investigação vai apurar o que aconteceu com o corpo do recém-nascido dentro do hospital

O delegado Antônio Lopes Martins Júnior, da 14ª DP (Leblon), que está investigando o desaparecimento do corpo de um bebê ocorrido na semana passada no Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon, na Zona Sul do Rio, ouviu, na noite desta segunda-feira (23), uma servidora responsável pelo necrotério da unidade.

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Segundo ele, uma das linhas de investigação é a de que erros de procedimento podem ter levado à incineração do corpo da bebê . O delegado disse ainda que essa funcionária é tratada como suspeita por "erros de procedimento que podem ter levado à incineração do corpo".

Ainda de acordo com o delegado, que deve ouvir outras testemunhas nesta terça-feira (24), as investigações ainda estão no início. Ele disse que a dificuldade em definir responsabilidades se deve ao fato de ninguém querer assumir um erro desses, que pode levar a sanções penais, cívieis e até mesmo administrativas.

A mãe do bebê, que tem 22 anos e é atendente de lanchonete, estava grávida de oito meses quando deu entrada na unidade, na madrugada da última terça-feira. Após a criança ser dada como morta, o pai, Raimundo Martins de Souza, de 28 anos, foi buscar o corpo para ser enterrado, mas não encontrou nada.

A criança nasceu morta por falta de oxigênio e não pôde ser enterrada. Desde então, segundo uma amiga da família, a mãe vai todos os dias ao hospital em busca de informações sobre o paradeiro do corpo.

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"Os dias parecem mais longos sem resposta. É uma tortura", disse Tania Vera de Sousa, amiga da mãe da criança. Ela contou que a mãe, que mora em Rio das pedras, ainda está em estado de choque com o desaparecimento do corpo da criança.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que abriu uma sindicância para apurar o caso, mas afirmou não ter novidades sobre a investigação.