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Conhecido na região, menino fazia malabares quando foi chamado pelo soldado, que lhe pagou um lanche; publicação teve mais de 59 mil reações

Débora Camarinho/Arquivo pessoal
"Quando a gente vê o lado bom de um policial, precisa parabenizar e elogiar", disse Débora Camarinho, autora das fotos

Neste fim semana, a atitude de um policial militar em São Vicente, no litoral de São Paulo, acabou viralizando nas redes sociais. Ao ver um garoto sozinho, fazendo malabares em meio a moradores e turistas que curtem o fim de ano na Baixada Santista, o soldado Miqueias percebeu que a criança estava com fome e decidiu pagar-lhe um lanche – comovendo a todos que assistiram à cena.

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O "flagrante" foi registrado na última sexta-feira (28) por Débora Camarinho, moradora de São Vicente. Desde que as fotos do policial e do menino foram publicadas em seu Facebook, o relato não parou de chamar a atenção dos internautas e já conta com mais de 19 mil compartilhamentos e 59 mil reações, a maioria, claro, positiva.




Ao portal G1 , Débora contou que o garoto é conhecido pela vizinhança e brinca com os malabares no mesmo lugar há algum tempo para ganhar uns trocados. A moradora disse que passeava com o cachorro pela orla da praia quando decidiu parar em um quiosque e percebeu o que estava acontecendo entre o policial e o menino. "O garoto escolheu um lanche. Ele pagou e nem esperou o menino acabar, deixou ele comendo", relembra.

Segundo Débora, divulgar o episódio nas redes sociais foi uma forma de mostrar às pessoas um outro lado da Polícia Militar. "Muitos têm preconceito e criticam a PM. É difícil elogiarmos atitudes de policiais. Então, quando a gente vê o lado bom de um policial, precisa parabenizar e elogiar", disse ao G1 .

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A autora da publicação, porém, defende que outras iniciativas sejam tomadas para que crianças como o menino de São Vicente sejam ajudadas de maneira mais efetiva e duradoura. "Precisamos entender o que está acontecendo para esse menino ficar tanto tempo na rua. Falta entender e investigar. Dessa vez o policial ajudou. E depois? Quem vai ajudar?", questiona.

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