
Um esqueleto de dinossauro com cerca de 67 milhões de anos e 90% preservado será leiloado no dia 27 de outubro, em Nova Iorque, Estados Unidos. Batizado de “Jodi”, o fóssil foi confundido com um Tiranossauro rex e será oferecido pela casa de leilões Sotheby’s. A estimativa para a peça de 6 metros de comprimento e 2 de altura é de aproximadamente R$ 45 milhões.
Apresentada no dia 13 de outubro pela casa de leilões, exemplar é considerado raro pelo grau de preservação e gerou debates sobre a venda ou mantimento com instituições de pesquisa, além da confusão sobre a qual espécie pertence.De acordo com a Sotheby’s, o exemplar possui 191 elementos ósseos, incluindo crânio praticamente completo e 50 dentes, descrito como um dos esqueletos mais completos disponíveis.Classificado como um Nanotyrannus, a peça é uma de um universo que faz parte de uma discussão científica de longa-data sobre semelhantes do Tyrannosaurus rex. Isso porque a paleontologia não tinha certeza se os fósseis eram T-rex juvenis ou outro gênero de dinossauro.Em 2023, o esqueleto Jodi foi apresentado como um tiranossauro juvenil, em Londres, Inglaterra, conforme o histórico de exposições da Sotheby’s. Após um estudo da revista Nature em outubro de 2025, a interpretação mudou.A pesquisa divulgada à época foi responsável por diferenciar o Nanotyrannus do Tyrannosaurus, por meio de características anatômicas dos ossos que já indicavam maturidade.Diferenças entre Nano e Tyrano saurus

Conforme o estudo, as duas espécies coexistiram durante o Cretáceo, na América do Norte, mas possuíam diferenças físicas bastante nítidas, apesar da confusão com os esqueletos.
O Nanotyrannus era menos, com membros traseiros mais longos e dentes mais estreitos do que o tiranossauro, o que sugere um caçador com mais agilidade.
Jodi foi descoberto em 2019 por Jodi Pierson, fazendeiro que encontrou o fóssil em sua própria propriedade em Montana, Estados Unidos. A escavação foi concluída no mesmo ano, mas somente em 2021 a casa de leilões adquiriu as peças.
Segundo a AP News, somente três esqueletos do tipo são conhecidos pela ciência. Por isso, a Sociedade de Paleontologia de Vertrebados defende que fósseis cientificamente relevantes sejam mantidos em museus e instituições de pesquisa, com temor de que exemplares raros fiquem indisponíveis para estudos.