
As autoridades russas confiscaram, na última sexta-feira (18), os negócios e ativos da multinacional suíça Nestlé e de três grupos franceses. O governo russo justificou a medida como uma resposta às empresas de países considerados “não amistosos” pela Rússia por seu apoio à Ucrânia.
A Rússia está em guerra com a Ucrânia desde 2022. Desde o início do conflito, Moscou adotou medidas contra empresas ocidentais que deixaram o país ou reduziram suas operações no mercado russo.
Entenda o caso
Um decreto assinado pelo presidente russo, Vladimir Putin, na noite de quinta-feira (17), determinou a transferência temporária do controle dos ativos da Nestlé e de empresas varejistas francesas para uma administradora russa.
Os ativos foram colocados sob o controle temporário da empresa russa L.E.V. Management, conforme o decreto.
Na sexta-feira (18), o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que empresas como Auchan e Nestlé pertencem a países considerados “hostis” pela Rússia e alegou que elas estariam envolvidas em ações contra o país.
A medida ocorre em meio à série de ações adotadas pelo governo russo contra empresas estrangeiras desde o início da guerra na Ucrânia.
O que diz a Nestlé?
A Nestlé informou que tomou conhecimento do decreto e que está avaliando as medidas que poderá adotar para proteger seus direitos.
“A Nestlé tomou ciência do decreto presidencial da Rússia, publicado ontem, que coloca a Nestlé Rússia sob administração externa temporária. A empresa está avaliando a situação e as opções disponíveis. A Nestlé está comprometida em adotar todas as medidas necessárias para proteger seus direitos e garantir a continuidade das operações, no interesse de todas as partes interessadas, especialmente de seus colaboradores.”
Após o anúncio, as ações da Nestlé chegaram a cair 1,5% no início do pregão em Zurique, na Suíça.