
Um vídeo publicado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, nesta terça-feira (11), afirma que o domínio do país no Hemisfério Ocidental nunca mais será questionado.
A publicação de cinco minutos e meio na rede social X do Departamento de Estado apresenta um histórico da doutrina Monroe, diretriz da política externa dos Estados Unidos criada em 1823, pelo presidente James Monroe. E destaca a operação que capturou o ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, como o exemplo mais recente da aplicação da doutrina no continente. Veja:
The Monroe Doctrine has shaped U.S. foreign policy for over two centuries. 🇺🇸
— Department of State (@StateDept) August 11, 2026
American dominance in the Western Hemisphere will never be questioned again. pic.twitter.com/hsoGS17gqV
Maduro foi retirado pelas Forças Armadas dos Estados Unidos, após ataque ao território venezuelano, para responder a acusações de narcoterrorismo. Ele permanece preso em uma penitenciária de Nova York.
Sobre a captura de Maduro, o vídeo diz que a ação dos Estados Unidos enviou um "forte sinal a todo o hemisfério".
E reproduz o trecho do discurso de Trump logo após a operação, quando o republicano disse: “Sob nossa nova estratégia de segurança nacional, o domínio americano no Hemisfério Ocidental nunca mais será questionado.”
Na prática, a doutrina Moroe defendia a ideia de “América para os americanos” e buscava impedir que as potências europeias recuperassem influência no continente. Em contrapartida, os Estados Unidos afirmavam que não interfeririam nas questões internas das colônias europeias que ainda existiam nas Américas.
Retrospecto
A peça reforça muitos dos elementos da Estratégia de Segurança Nacional, divulgada pelo governo Trump em dezembro de 2025.
E faz um retrospecto histórico que começa na independência dos Estados Unidos, passa pela criação da Doutrina Monroe e por momentos de destaque da influência americana no continente, até chegar ao segundo mandato de Trump, que é apresentado como o “mais recente defensor” da doutrina.
Um dos casos citados é o do Panamá. O vídeo afirma que, em 1903, os Estados Unidos apoiaram a independência panamenha da Colômbia e conseguiram um acordo para construir, operar e defender o Canal do Panamá.
O vídeo também cita a crise dos mísseis de Cuba, em 1962, quando o então presidente John F. Kennedy recorreu à Doutrina Monroe após a descoberta de mísseis soviéticos na ilha.
Com a redefinição da doutrina, continua o roteiro, os Estados Unidos “expulsaram a Espanha de Cuba, tomaram Porto Rico e entraram no cenário mundial como uma verdadeira potência imperial, com domínio sobre o Caribe ".
A peça termina dizendo que ao longo de mais de dois séculos, a Doutrina Monroe moldou a política externa dos Estados Unidos durante governos e períodos geopolíticos profundamente distintos.
"O que começou como uma advertência às potências europeias evoluiu para uma estrutura de domínio regional — uma doutrina que continua sendo, até hoje, uma pedra angular da estratégia americana no hemisfério", conclui.