
O Departamento de Estado dos Estados Unidos informou nesta segunda-feira (10), por meio de comunicado, que mais de 175 mil vistos foram revogados .
Segundo o órgão, as revogações "têm como alvo estrangeiros que violaram os termos de seus vistos, cometeram crimes, incitaram violência contra cidadãos americanos, fraudaram americanos, abusaram do sistema de imigração ou colocaram em risco a segurança nacional".
Repressão à imigração
A medida ocorre dez dias depois de o presidente Donald Trump ter decidido tornar permanente um programa de fiança que exige que cidadãos de 50 países, principalmente da África, paguem um valor de aproximadamente R$ 102 mil (US$ 20 mil) para emitir o visto.
Em comunicado divulgado no site oficial, o departamento declarou que o projeto-piloto, testado durante um ano, forneceu "dados suficientes para sugerir que um programa de fiança de visto é uma ferramenta eficaz".
Além disso, o governo americano afirmou que a medida atinge os vistos de negócios e turismo (B1 e B2) e afeta os países que possuem:
- altas taxas de permanência irregular após expiração do visto;
- deficiências no compartilhamento de informações com os EUA;
- sistemas considerados insuficientes de verificação de identidade e antecedentes criminais;
- falhas em processos de triagem, segurança documental e emissão de cidadania.
Países afetados pela medida
- Angola
- Antígua e Barbuda
- Bangladesh
- Benin
- Botsuana
- Burundi
- Butão
- Cabo Verde
- Camboja
- Costa do Marfim
- Cuba
- Djibuti
- Dominica
- Etiópia
- Fiji
- Gabão
- Gâmbia
- Geórgia
- Granada
- Guiné
- Guiné-Bissau
- Lesoto
- Malaui
- Maurícias
- Mauritânia
- Mongólia
- Moçambique
- Namíbia
- Nepal
- Nicarágua
- Nigéria
- Papua Nova Guiné
- Quirguistão
- República Centro-Africana
- São Tomé e Príncipe
- Seicheles
- Senegal
- Tajiquistão
- Tanzânia
- Togo
- Tonga
- Tunísia
- Turcomenistão
- Tuvalu
- Uganda
- Vanuatu
- Venezuela
- Zâmbia
- Zimbábue
*Estagiária sob supervisão