Chuva forte, temporais e queda de temperatura devem marcar o fim de semana em parte do Brasil
Ricardo Wolffenbuttel/SECOM GOVS
Chuva forte, temporais e queda de temperatura devem marcar o fim de semana em parte do Brasil

O Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF) alertou que o mundo pode enfrentar o El Niño mais forte já registrado. As projeções da instituição indicam um evento climático de intensidade extrema, com potencial para intensificar secas, enchentes, ondas de calor e outros eventos extremos em diferentes partes do planeta nos próximos meses.

Especialistas explicam os impactos do El Niño no clima global

Para Tim Stockdale, pesquisador do ECMWF que acompanha o El Niño há cerca de 30 anos, um cenário contrário seria uma grande surpresa diante das projeções atuais.

Stockdale, explica que os modelos climáticos nunca apresentaram um sinal tão consistente para um El Niño de intensidade extrema. Segundo ele, seria "uma surpresa muito, muito grande" se o fenômeno não se confirmasse como o mais intenso já registrado.

Segundo a revista alemã Der Spiegel, o meteorologista Ben Noll destacou que os novos dados do ECMWF projetam um aquecimento de até 3,9°C durante o pico do fenômeno climático, previsto para dezembro. Caso a previsão se confirme, o fenômeno poderá se tornar o mais forte da história dos registros.

Confira a animação




Como o El Niño afeta o clima 

O El Niño ocorre, em média, a cada dois a sete anos e costuma durar cerca de 12 meses. Durante esse período, o aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico libera mais calor para a atmosfera, alterando a circulação dos ventos e os padrões climáticos em diversas partes do planeta.

Essas mudanças podem provocar chuvas acima da média em regiões da África e da América do Sul, ao mesmo tempo em que favorecem períodos de seca na Austrália, na Indonésia e em outras áreas do Pacífico. Os impactos variam de acordo com a intensidade do fenômeno e as características climáticas de cada região.

Somado ao aquecimento global provocado pelas atividades humanas, o último El Niño contribuiu para elevar as temperaturas médias do planeta. Como resultado, 2023 foi o segundo ano mais quente já registrado e 2024 estabeleceu um novo recorde de temperatura desde o início das medições meteorológicas.

Calor recorde reforça alerta para os próximos anos

Os oceanos do planeta já registram temperaturas recordes e continuam aquecendo antes mesmo de o fenômeno atingir seu pico. Para os especialistas, esse cenário amplia o risco de eventos climáticos extremos e reforça os efeitos do aquecimento global em diferentes regiões.

Se as projeções do ECMWF se confirmarem, a combinação entre esse episódio e as mudanças climáticas provocadas pela ação humana poderá fazer de 2027 o ano mais quente desde o início dos registros meteorológicos.

O efeitos serão significativos com chuvas intensas, altas temperaturas, além da ocorrência de secas e inundações em diversas partes do mundo.

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