
Os Estados Unidos voltaram a bombardear o Irã na noite desta terça-feira (07), após ataques contra três embarcações comerciais que navegavam pelo Estreito de Ormuz.
O governo estadunidense afirmou que a operação busca impor "custos elevados" ao Irã pelos ataques aos navios.
Os ataques dos EUA são uma resposta aos ataques iranianos contra três embarcações comerciais que transitavam pelo Estreito de Ormuz. A agressão demonstrada pelo Irã foi injustificada, perigosa e uma clara violação do cessar-fogo. Comando Central dos EUA
Segundo o Comando Central dos Estados Unidos, os bombardeios fazem parte de "uma série de ataques poderosos"contra alvos iranianos.
Os ataques ocorreram mesmo com um cessar-fogo em vigor entre os países, depois de diversos confrontos que tiveram início no fim de fevereiro.

Explosões foram ouvidas no sul do Irã
Horas após o anúncio da ofensiva, a agência estatal iraniana Irna disse que moradores ouviram várias explosões causadas pelo impacto de projéteis em partes da região de Hormozgã, no sul do país, em cidades como Bandar Abbas, Qeshm e Sirik.
Nuvens de fumaça foram vistas em Bandar Abbas, provocadas pelo impacto de projéteis no cais de pesca da cidade, causando incêndios em embarcações de pesca.
As autoridades iranianas ainda não informaram oficialmente a causa ou a natureza das explosões.
Negociações turbulentas
Os novos bombardeios aconteceram menos de duas semanas depois de o Irã e os Estados Unidos anunciarem uma trégua e a retomada das negociações sobre o Estreito de Ormuz.
Em 28 de junho, os dois países anunciaram que voltariam a conversar para tentar diminuir a tensão na região e manter um acordo temporário de paz. Na ocasião, representantes dos dois governos previam uma reunião em Doha, no Catar. A Casa Branca chegou a confirmar a pausa nos confrontos.
Nos dias seguintes, os dois países passaram a acusar um ao outro de descumprir o acordo. Segundo o governo iraniano, os Estados Unidos violaram diversas vezes o memorando assinado em Islamabad, inclusive ao voltar a aplicar sanções contra a venda de petróleo do Irã.
Em comunicado divulgado nesta terça-feira (07), o Ministério das Relações Exteriores do Irã classificou a decisão como uma "violação flagrante" do acordo e disse que culpa o governo estadunidense pelas consequências da quebra do compromisso.
O ministério também declarou que tomará as medidas que considerar necessárias para proteger os interesses e a segurança do país.