O partido Juntos por el Perú, do candidato Roberto Sánchez, anunciou que não reconhecerá o resultado das eleições presidenciais no Peru, alegando "falta de transparência" no processo eleitoral.
A posição foi divulgada quando a reta final da apuração apontava a candidata Keiko Fujimori na liderança por cerca de 35 mil votos, equivalente a 0,2 ponto percentual, com 99% das urnas contabilizadas e sem a proclamação oficial do vencedor pelas autoridades eleitorais.
O partido convocou uma manifestação em Lima nesta quarta-feira (17) e planeja promover outros atos ao longo da semana. Ao justificar os protestos, a legenda afirmou à imprensa peruana que
"o voto dos cidadãos foi deslegitimado"
e declarou que não reconhecerá o resultado oficial da eleição por considerar que ele
"não reflete a vontade popular com absoluta transparência".
Na última sexta-feira (12) , Sánchez defendeu nas redes sociais a revisão e a recontagem de todas as atas eleitorais
passíveis de análise pela legislação, argumentando que a estreita diferença de votos em relação a Fujimori
exige uma verificação adicional. O candidato da Juntos por el Perú também fez um apelo a adversária para apoiar o processo de revisão.
De acordo com a legislação eleitoral peruana, será declarado vencedor do segundo turno o candidato que obtiver o maior número de votos válidos, independentemente da margem de diferença entre os concorrentes.
Em reportagem do jornal peruano El Comercio, a porta-voz do Júri Nacional de Eleições (JNE), Grecia Rentería, informou que o anúncio oficial dos resultados da eleição presidencial está previsto para julho. No entanto, essa etapa só deve ocorrer após a conclusão da análise das cédulas contestadas e das eventuais audiências de recontagem de votos.