Xu Zewei, suspeito de crime cibernético é escoltado por agentes do FBI
Divulgação/FBI
Xu Zewei, suspeito de crime cibernético é escoltado por agentes do FBI

Um homem foi preso pelo FBI  sob a acusação de envolvimento em uma operação cibernética que, segundo autoridades americanas, teria sido coordenada pelo Ministério da Segurança do Estado da China.

A ação incluiu o suposto roubo de pesquisas relacionadas à COVID-19 e a exploração de vulnerabilidades no Microsoft Exchange Server, em uma campanha de intrusão em larga escala conhecida publicamente como “HAFNIUM”.

Xu Zewei  foi extraditado no último sábado (25) e fez sua primeira aparição no tribunal federal de Houston. Ele permanece sob custódia e aguarda audiência de detenção marcada para manhã desta quinta- feira (30) às 10h30, diante do juiz federal Richard W. Bennett.

O que diz a investigação

Parte das invasões investigadas estaria ligada à campanha cibernética conhecida como HAFNIUM, responsável por comprometer milhares de sistemas em todo o mundo, incluindo nos Estados Unidos. Outros ataques teriam como alvo pesquisas americanas sobre a COVID-19 durante o auge da pandemia.

Xu é acusado em conjunto com Zhang Yu, de 44 anos, também cidadão da China.

De acordo com documentos judiciais, autoridades do Departamento de Segurança do Estado de Xangai (SSSB), ligado ao Ministério da Segurança do Estado da República Popular da China, teriam ordenado que Xu executasse as invasões cibernéticas.

Segundo a acusação, o MSS e o SSSB atuam como órgãos de inteligência responsáveis pela contraespionagem interna, pela coleta de inteligência externa não militar e por aspectos da segurança política do país.

Na época dos ataques, Xu supostamente trabalhava para a empresa Shanghai Powerock Network Co. Ltd., apontada como uma das diversas companhias “facilitadoras” que realizariam operações de invasão digital a serviço do governo chinês.


Acusações somam penas severas

Xu Zewei responde por nove acusações, incluindo conspiração e fraude eletrônica, invasão de sistemas protegidos, danos a computadores e roubo de identidade. As penas máximas somadas podem ultrapassar décadas de prisão, com destaque para até 20 anos por fraude eletrônica.

Zhang Yu, segue foragido e a equipe do Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos divulgou,  comunicado em seus canais oficiais,  um telefone para recebimento de informações sobre seu paradeiro. A investigação é conduzida pelo escritório de campo do FBI, em Houston. 

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