Ministro Edson Fachin
Nelson Jr./SCO/STF
Ministro Edson Fachin

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, se manifestou por meio de nota, na noite desta quarta-feira (29), sobre a votação no Plenário do Senado que rejeitou o nome de Jorge Messias, indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), à vaga deixada com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso.

Fachin disse que tomou conhecimento da decisão dos senadores e que o STF respeito a prerrogativa constitucional do Senado Federal.

Reitera, igualmente, o respeito à história pessoal e institucional de todos os agentes públicos envolvidos no processo, garantindo que a vida republicana se fortalece quando divergências são tratadas com elevação, urbanidade e responsabilidade pública Edson Fachin, presidente do STF



Ainda segundo o ministro, a Corte aguarda, “com a serenidade e o senso de responsabilidade institucional, as providências constitucionais cabíveis para o oportuno preenchimento da vaga em aberto”.

A sabatina e as votações

Jorge Messias foi sabatinado por cerca de 8 horas pelos senadores na  Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Encerrado o processo, a CCJ aprovou sua indicação, com 16 votos favoráveis e 11 contrários.


Logo em seguida, seguindo o rito do Congresso, a indicação foi levada à apreciação do Plenário, onde precisava de 41 votos favoráveis para ser aprovada.

Não foi o que aconteceu; foram 34 votos favoráveis e 42 contrários, impondo uma derrota histórica ao presidente Lula.

Agora, a mensagem com a indicação de  Jorge Messias foi arquivada e Lula terá que enviar um novo nome para ocupar a vaga no STF. 

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