Trump em coletiva de imprensa após ataque a tiros em jantar de gala nos EUA
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Trump em coletiva de imprensa após ataque a tiros em jantar de gala nos EUA

Fontes teriam informado as autoridades, que o tiro no evento  da imprensa no final de semana pode ter atingido um celular no bolso do colete à prova de balas de um policial, que reagiu com cinco disparos.

O suspeito dos disparos segue sendo investigado sobre acusação de tentativa de assassinato do presidente Donald Trump  e disparo de arma de fogo durante um crime violento.

O que diz as autoridades

Segundo revela a investigação,  Cole Tomas Allen, de 31 anos atravessou em alta velocidade os magnetômetros no segundo andar do hotel Hilton, em Washington, e efetuou um disparo com uma espingarda.

 As informações são de duas fontes com conhecimento da investigação sobre o incidente ocorrido na noite de sábado (25), durante o Jantar dos Correspondentes da Casa Branca.

Autoridades que investigam o caso estimam que Cole corria a cerca de 14 quilômetros ao atravessar o local e efetuar o disparo com a espingarda que portava. Segundo fontes, testes balísticos ainda estão em andamento para confirmar se o tiro atingiu o policial protegido por colete à prova de balas no peito.

Segundo a CBS News, fontes policiais relataram que Allen tropeçou e caiu, sendo imediatamente imobilizado pelos agentes, que o desarmaram e removeram sua camisa para verificar se portava explosivos.

Ele também é acusado de transportar arma de fogo e munição com a intenção de cometer um crime. Documentos da acusação citam um e-mail enviado a familiares na noite de sábado, no qual afirma que pretendia atingir integrantes da administração, “priorizados do nível mais alto ao mais baixo".

Audiência de Cole

Cole Allen compareceu em sua primeira audiência a um tribunal federal na segunda-feira (27), vestindo macacão azul e sob custódia de agentes do Serviço de Delegados dos EUA. A defesa não comentou o caso, e Allen ainda não apresentou declaração de culpa ou inocência.

A reportagem revelou ainda que, o suspeito conseguiu chegar tão perto do evento porque havia reservado um quarto no hotel e usou uma escada de serviço desprotegida, localizada no décimo andar, que ligava seu quarto ao prédio.  

Posicionamento do Serviço Secreto

O diretor do Serviço Secreto dos EUA, Sean Curran, afirmou à CBS News que o hotel, aberto ao público, e o salão de baile são áreas distintas, e que o espaço do evento era seguro. Em comunicado divulgado na noite de sábado (25), ele declarou: “Esta noite vimos exatamente o que nossos bravos homens e mulheres fazem todos os dias.”

Enquanto o Serviço Secreto dos EUA sustenta que o evento ocorreu em ambiente seguro, com forte presença de agentes, uma testemunha ocular relatou ao jornal que Cole caiu bem na sua frente enquanto ela atendia a uma ligação no topo da escada, a poucos lances do salão de baile.

Um total de seis tiros foram disparados, sendo um pelo suspeito com sua espingarda e os outros cinco pelo agente do Serviço Secreto, que foi atingido em seu colete à prova de balas, segundo uma fonte familiarizada com a investigação. O agente não sofreu ferimentos graves.

De acordo, com relato das autoridades nenhum outro disparo foi efetuado por policiais no local.



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