Cuba
Divulgação | Pixabay
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Desde a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro , pelos Estados Unidos em janeiro deste ano, o governo do presidente Donald Trump intensificou a pressão sobre Cuba.

Há cerca de três meses, Washington passou a impedir o envio de petróleo venezuelano para a ilha e ameaçou aplicar sanções a países que comercializem combustível com o governo cubano. A medida agravou a crise já enfrentada pelo país, que sofre com escassez de alimentos, medicamentos e eletricidade.

A rede elétrica cubana, considerada antiga e dependente principalmente de combustíveis fósseis, foi afetada pelo bloqueio energético. Com a redução no fornecimento de combustível, os cortes de energia se tornaram mais frequentes e prolongados. Em alguns municípios, moradores relatam períodos de até 30 horas consecutivas sem eletricidade.

Nas últimas semanas, Trump declarou que o governo cubano estaria “prestes a cair” . Segundo analistas, as sanções impostas pelos Estados Unidos buscam pressionar a ilha, governada por um regime comunista, a promover reformas políticas e econômicas profundas.

Diante da crise, o governo cubano informou na sexta-feira (13) que iniciou conversas com autoridades americanas para tentar reduzir as tensões e encontrar uma saída diplomática.

“As conversações buscam, por meio do diálogo, uma possível solução para as diferenças bilaterais entre nossas duas nações. Essas trocas têm sido facilitadas por atores internacionais” , afirmou o presidente cubano Miguel Díaz-Canel .

Aumento dos protestos

A crise energética também tem provocado uma onda de protestos em diversas cidades cubanas.

Manifestantes ateiam fogo em sede do Partido Comunista em Cuba
Reprodução/redes sociais
Manifestantes ateiam fogo em sede do Partido Comunista em Cuba


Na madrugada deste sábado (14), manifestantes atacaram a sede do Partido Comunista na cidade de Morón, na região central do país. Segundo a imprensa local, o protesto começou de forma pacífica, mas terminou em atos de vandalismo após uma discussão entre manifestantes e autoridades. 

Durante a manifestação, um pequeno grupo apedrejou o prédio e incendiou móveis na rua em frente à sede do partido. Uma farmácia e um mercado estatal próximos também sofreram danos. Cinco pessoas foram detidas pelas autoridades. 

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram manifestantes atirando pedras contra o prédio e ateando fogo em objetos na via pública.


Além de Morón, cidades como Havana também têm registrado protestos nas últimas semanas, com moradores organizando panelaços e reuniões públicas para protestar contra os apagões e a escassez de produtos básicos.  

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