Submarino Tapajó
Reprodução/ Wikimedia Commons / Marinha do Brasil
Submarino Tapajó

Os submarinos são embarcações projetadas para atuar de forma submersa no fundo do mar. Eles ficaram populares durante a guerra naval na Segunda Guerra Mundial.

De acordo com as informações do Marine Insight, as primeiras versões eram operadas manualmente e tinham baixa velocidade. 

Mas então, em 1955, o USS Nautilus se tornou o primeiro submarino movido a energia nuclear. Desde então, essas embarcações evoluíram para navios de ataques com forças mais letais. 

Atualmente, os submarinos são uma parte fundamental das frotas navais de qualquer país, desempenhando funções como a dissuasão nuclear, além de vigilância e patrulha em águas territoriais.


Conheça a seguir os 5 maiores e mais potentes submarinos do mundo:

1. Classe Typhoon, Rússia/ Projeto 941 Akula Class

Classe Typhoon, Rússia
Reprodução/ Wikimedia Commons
Classe Typhoon, Rússia


Os submarinos nucleares soviéticos das décadas de 1960 e 1970 foram projetados para enfrentar os Estados Unidos e seus aliados em pleno auge da Guerra Fria. 

Com grandes proporções, chegando a serem maiores que três campos de futebol, eles impressionavam não apenas pelas dimensões, mas também por terem piscinas, saunas e até campos de golfe.

Pertencentes à classe Typhoon, essas embarcações mediam 175 metros de comprimento por 23 metros de largura, com um calado de 12 metros, e alcançavam um deslocamento de 48 mil toneladas.

Eles eram equipados com 20 mísseis balísticos intercontinentais R-39 'Rif', também popularmente conhecidos como SS-N-20 Sturgeon. 

Essas embarcações mediam 53 pés de comprimento por 8 pés de largura. Considerados os maiores submarinos já construídos, eram equipados com mísseis RSM-52 e um avançado sistema de propulsão magneto-hidrostática, capaz de garantir ataques silenciosos, porém extremamente potentes, contra alvos inimigos.

Eles tinham um design multicasco e abrigavam 19 compartimentos, incluindo uma sala de controle isolada próxima ao sistema de lançamento de mísseis. Construídos no estaleiro de Severodvinsk, foram projetados para operar nas águas congeladas do Ártico.

Por isso, possuíam um mecanismo de quebrar gelo, uma nadadeira forte de popa e um sistema retrátil. Na superfície, alcançavam 12 nós (unidade de medida de velocidade) e submersos, chegavam a até 25 nós.

O Dmitry Donskoy, ou TK-208, foi o primeiro submarino da classe Typhoon a entrar em serviço no início dos anos 1980. Hoje, apenas ele permanece operacional, pois os outros cinco já foram desativados.

O Donskoy acabou se tornando um laboratório flutuante, utilizado para testar novas tecnologias navais e mísseis russos.

2. Classe Borei, Rússia/ Projeto 955 Borei

Classe Borei, Rússia
Reprodução/ Wikimedia Commons
Classe Borei, Rússia


O Borei de quarta geração foi a primeira classe de submarinos desenvolvida pela Rússia após o fim da União Soviética. Projetados para substituir os antigos modelos das classes Delta III, Delta IV e Typhoon, e servir às forças navais russas.

Criados pelo Rubin Marine Equipment Bureau, eles foram instalados no Estaleiro Sevmash. 

O primeiro submarino lançador de mísseis balísticos dessa classe foi o Yury Dolgoruky, lançado em 2008. Ao todo, oito unidades com variações de casco foram produzidas dentro desse programa.

No entanto, essas embarcações são menores em tamanho e volume do que a classe Typhoon, com deslocamento de 24 mil toneladas e capacidade para 107 tripulantes.

Os submarinos da classe Borei têm 170 metros de comprimento e 13 metros de largura, com velocidade submersa de 25 nós.

A propulsão fica a cargo de um reator nuclear OK-650, com um casco avançado para reduzir ruído e a uma turbina a vapor AEU.

Além disso, foram os primeiros submarinos russos a adotar tecnologia de propulsão por jato de bomba. O armamento inclui 16 mísseis balísticos Bulava ( SLBM) e 6 mísseis SS-N-15.

3. Classe Ohio, Estados Unidos

Classe Ohio, EUA
Reprodução/ Wikimedia Commons
Classe Ohio, EUA


Os submarinos da classe Ohio foram comissionados para a Marinha dos EUA entre 1977 e 1998. Cada submarino possui 24 mísseis Trident II, variando de cerca de 12 mil quilômetros. 

Por esse motivo, eles têm maior capacidade de transporte de mísseis do que os submarinos russos das classes Typhoon e Borei. 

Esses submarinos têm deslocamento de 18.750 toneladas, quatro conveses e capacidade para 90 tripulantes. São equipados com um sistema de sonar da Lockheed Martin, um reator de água a pressão e duas turbinas.

Os 18 modelos da classe Ohio contam com oito lançadores, quatro tubos de torpedo de 533 milímetros e o sistema digital de controle de tiro MK118.

Reúnem mais de 50% do arsenal termonuclear dos Estados Unidos. E o alcance dos torpedos pode chegar a cinquenta quilômetros com profundidade de 3000 pés.

Esses submarinos têm 170 metros de comprimento e 13 metros de largura, com autonomia de 60 dias com suprimentos alimentares.

Essas embarcações movidas a energia nuclear têm uma vida útil de 40 anos e devem ser substituídas pela classe Columbia até o final desta década.

4. Classe Oscar, Rússia/ Projeto 949 A Antey Class 

Classe Oscar, Rússia
Reprodução/ Wikimedia Commons
Classe Oscar, Rússia


O Projeto 949 A Antey integra a classe Oscar de submarinos lançadores de mísseis de cruzeiro, pertencente ao Projeto 949 Granit. Esses submarinos compõem a frota do Norte da Rússia.

Ao todo, 11 unidades foram construídas em Severodvinsk, com 155 metros de comprimento e 18 metros de largura para acomodar sistemas eletrônicos avançados e sistema de cancelamento de ruído. 

Em comparação aos modelos anteriores, contam com uma deriva maior e hélices de sete pás, com mais estabilidade e desempenho.

Esses submarinos possuem um casco duplo e uma cápsula secreta de escape de emergência capaz de abrigar até 100 pessoas. Um diferencial neste modelo é o volume da barbatana superior.

Os submarinos 949A Antey são equipados com 24 mísseis SS-N-19, que têm alcance de aproximadamente 600 quilômetros.

Na parte interna, são divididos em dez compartimentos independentes, que podem ser isolados em caso de acidentes. Com deslocamento de 24 mil toneladas, alcançam velocidade submersa de cerca de 30 nós.

5. Classe Vanguard, Reino Unido

 Classe Vanguard, Reino Unido
Reprodução/ Wikimedia Commons
Classe Vanguard, Reino Unido



A classe Vanguard é composta por quatro submarinos lançadores de mísseis balísticos que foram desenvolvidos para a Marinha Britânica dentro do programa nuclear Trident, de 1994.

Construídos entre 1985 e 1999 pela Vickers Shipbuilding and Engineering, esses submarinos têm como porto-base a Base Naval de Sua Majestade em Clyde, localizada a cerca de 40 quilômetros de Glasgow, na Escócia.

Cada embarcação pode transportar 192 ogivas, equipado com 16 tubos de lançamento de mísseis tradicionais e mísseis nucleares Trident II D5, capazes de atingir alvos de até 5 mil milhas. 

Esses submarinos possuem o melhor sistema de sonar, capaz de detectar navios a mais de cinquenta milhas de distância. No entanto, a classe Dreadnought deve substituir o Vanguard até 2030.

Ainda contam com quatro tubos de torpedo e estão equipados com 16 torpedos spearfish, com alcance de alvo de até 65 quilômetros.

Além disso, dispõe de três periscópios com câmeras de imagem térmica, além de sistemas ópticos normal e um sistema de comando de submarinos especialmente desenvolvido para essa classe de submarinos.

São alimentados por um reator de água pressurizada Rolls-Royce PWR 2 que impulsiona suas duas turbinas a vapor conectadas a um sistema de propulsão a jato de bomba.

As embarcações da classe Vanguard possuem 150 metros de comprimento, deslocamento de 15.900 toneladas e velocidade submersa de 25 nós. Podem ainda transportar 149 tripulantes e são os maiores submarinos fabricados na Grã-Bretanha.

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