Arqueólogos acham em Israel o asilo mais antigo do mundo
Dr. Michael Eisenberg/Zinman Institute of Archaeology
Arqueólogos acham em Israel o asilo mais antigo do mundo

Arqueólogos  da Universidade de Haifa anunciaram uma descoberta impressionante: as ruínas de um centro cristão de cuidado aos idosos com cerca de 1.600 anos, possivelmente o lar de repouso mais antigo já identificado. O achado foi feito na antiga cidade de Hippos, próximo ao Mar da Galileia, um importante polo religioso durante a era bizantina. As informações são do NY Post.

De acordo com a agência israelense TPS-IL, os pesquisadores encontraram, na entrada de um edifício, um mosaico com inscrições em grego e símbolos que revelam a função do espaço. As imagens incluíam ciprestes, frutos e gansos egípcios, todos com significados ligados à vida eterna, abundância e à alma bem-aventurada.

Arqueólogos acham em Israel o asilo mais antigo do mundo
Dr. Michael Eisenberg/Zinman Institute of Archaeology
Arqueólogos acham em Israel o asilo mais antigo do mundo


“Este mosaico oferece uma prova clara e datada de uma instituição voltada aos idosos”, explicou Michael Eisenberg, Ph.D., responsável pela escavação. Segundo ele, a descoberta derruba a ideia de que o cuidado com pessoas idosas seria apenas uma prática moderna.

“A sociedade bizantina não criou apenas centros religiosos, mas também lugares dedicados à dignidade e ao cuidado dos seus anciãos”, destacou.

Registros do século V e VI mencionam estruturas semelhantes, mas a inscrição encontrada em Hippos é considerada o primeiro vestígio físico de uma instituição com essa finalidade. Para os arqueólogos, a mensagem teria sido propositalmente posicionada na entrada para orientar tanto os residentes quanto os visitantes sobre a natureza do local.


O estudo, publicado no Journal of Papyrology and Epigraphy, afirma que o achado fornece “um raro vislumbre da vida cotidiana dos idosos na Antiguidade”. A equipe ressalta ainda que a descoberta evidencia uma mudança cultural: a comunidade cristã começava a assumir responsabilidades que antes cabiam apenas às famílias.

“Este era um espaço comunitário e espiritual, integrado à vida urbana e refletindo os valores sociais da época”, concluem os pesquisadores.

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