Indonésia proíbe sexo fora do casamento com pena de um ano de prisão

Novo código também vale para turistas ou estrangeiros que morem no país

Indonésia passa por onda crescente de conservadorismo nos últimos anos
Foto: Reprodução
Indonésia passa por onda crescente de conservadorismo nos últimos anos

Nesta terça-feira (6), a  Indonésia aprovou um novo código penal que, entre uma série de mudanças relacionadas aos direitos humanos e liberdades no país, criminaliza o  sexo fora do casamento . As leis devem ser implementadas após um período de transição de três anos.

O novo código , que também se aplica a estrangeiros que moram no local e turistas, proíbe as pessoas de viveram juntas antes do casamento , a apostasia (renúncia de uma religião ou crença), além de prever punições por insultas ao presidente ou para quem expressar opiniões contrárias à ideologia nacional. 

"Todos concordaram em ratificar o [projeto de mudanças] em lei", disse o legislador Bambang Wuryanto, que liderou a comissão parlamentar responsável por revisar o código. "O antigo código pertence à herança holandesa… e não é mais relevante".

Em meio a um aumento no conservadorismo religioso nos últimos anos,  leis islâmicas já são plicadas em partes da Indonésia , onde álcool e jogos são proibidos, por exemplo. Medidas como açoitamentos públicos também ocorrem em alguns lugares por uma série de ações consideradas crimes, incluindo  homossexualidade e adultério.

Um rascunho anterior do código deveria ter sido aprovado em 2019, mas foi adiado após protestos no país, que levaram o presidente da Indonésia , Joko Widodo, a intervir. À época, o líder disse ter adiado a votação depois de "considerar seriamente o feedback de diferentes partes que se opõem a algum conteúdo substancial do código penal".

Antes da votação, críticos às mudanças afirmaram que o código teria "um impacto desproporcional nas mulheres" e que restringiria ainda mais os direitos humanos e as liberdades na nação.

Conforme a lei, sexo fora do casamento pode levar a uma pena de prisão de um ano. O crime de  blasfêmia (insulto à religião, divindade ou algo considerado sagrado) agora também pode levar à prisão por até cinco anos.

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