Vladimir Putin e Xi Jinping tiveram conversa por telefone sobre a Ucrânia
foto: EPA
Vladimir Putin e Xi Jinping tiveram conversa por telefone sobre a Ucrânia

A ministra de Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, informou nesta terça-feira (02) durante uma conferência do Tratado de Não-Proliferação da ONU em Nova York, que o país vai ajudar Taipei caso a China escale as tensões e entre em conflito com Taiwan.

“Não aceitamos quando a lei internacional é quebrada e um vizinho maior ataca seu vizinho menor”, ​​disse Baerbock, acrescentando que esse princípio também se aplica à China.

A declaração de Baerbock ocorre em meio ao aumento das tensões entre os EUA e a China, já que a presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, chegou para um visita a Taiwan no início do dia.

O alerta não surgiu de repente. Pequim advertiu por diversas vezes que interpretaria a visista como uma invasão de sua soberania nacional e também uma afronta ao projeto da "China Unificada" que por sinal Washington reconhece oficialmente.

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, afirmou anteriormente que alguns políticos dos EUA estão “brincando abertamente com fogo” e criticou as tentativas de Washington de criar artificialmente um incidente no Estreito de Taiwan.

Essa semana que afirmou que "se Pelosi ousasse a viajar para Taiwan, o [Exército de Libertação Popular] não ficaria de braços cruzados” e tomaria “contramedidas resolutas e fortes” para proteger a soberania e a integridade territorial da China, alertou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, na segunda-feira.

À medida que as tensões continuam a aumentar, meios de comunicação asiáticos relatam aumento da atividade militar, tanto de Pequim quanto de Taipei no Estreito de Taiwan. Já no Ocidente, o jornal britânico Independent informou que navios da Marinha dos EUA também despachados para a região com a informação de que são “implantações de rotina”.

A Casa Branca ainda não confirmou a parada de Pelosi em Taipei, mas o secretário de Estado Antony Blinken insistiu que a “decisão é inteiramente do presidente” e que o governo não sabe o que Pelosi pretende fazer.

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