O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, o presidente da Turquia, Recep Erdogan, o ministro da Defesa russo, Sergei Shogun, e o ministro da Defesa turco, Hulusi Akar, após a assinatura
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O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, o presidente da Turquia, Recep Erdogan, o ministro da Defesa russo, Sergei Shogun, e o ministro da Defesa turco, Hulusi Akar, após a assinatura


Após meses de bloqueio que elevaram os preços dos grãos e motivaram alertas de uma crise alimentar global, a Ucrânia e a Rússia assinaram seu primeiro acordo desde o início da guerra nesta sexta-feira, com o objetivo de permitir a exportação de grãos ucranianos.

Os dois países em guerra não firmaram um acordo direto entre si, mas sim compromissos idênticos com a ONU e a mediadora Turquia. Não haverá escolta para os navios, e a Turquia irá inspecionar se eles não estão transportando armamentos.

Com o acordo, ficam liberadas exportações pelos portos ucranianos de Odessa, Chornomorsk e Pivdenny, com os navios que partem dali podendo navegar em segurança por corredores no Mar Negro. Juntos, os três portos responderam por pouco mais da metade das exportações de grãos do país na safra 2020-1, segundo dados do site UkrAgroConsult.

Rússia e Ucrânia estão entre os maiores exportadores de alimentos globais. A interrupção dos embarques de grãos provocou um aumento acentuado dos preços de cereais ao redor do mundo, gerando a ameaça de uma crise alimentar, sobretudo em países do Norte da África e do Oriente Médio. O acordo reduz esse perigo, e os preços globais do trigo caíram nesta sexta-feira após o anúncio de que o documento seria assinado.

Citando uma fonte não identificada, a agência russa Tass diz, que, em uma primeira fase, o acordo permitirá a navegação de cerca de 80 navios ucranianos, transportando cerca de 25 milhões de toneladas de grãos.

Segundo a Tass, "um dos componentes mais importantes do acordo sobre o corredor de grãos foi a garantia de segurança para navios de carga seca para que eles pudessem sair livremente dos portos ucranianos".

Negociados durante semanas, os documentos foram assinados em duas cerimônias separadas em Istambul, sem que as delegações russas e ucranianas se cumprimentassem diretamente. Lá estiveramo ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, o ministro da Infraestrutura ucraniano, Oleksandr Kubrakov, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e o ministro da Defesa da Turquia, Hulusi Akar.


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