Protestos no Sri Lanka
Reprodução: redes sociais - 11/07/2022
Protestos no Sri Lanka

O presidente interino do Sri Lanka renovou nesta segunda-feira o estado de emergência no país antes de uma eleição parlamentar para nomear o novo chefe de Estado. A votação deve ocorrer na quarta-feira, com o presidente em exercício Ranil Wickremesinghe entre os principais candidatos ao cargo, juntamente com o principal líder da oposição, Sajith Premadasa.

Wickremesinghe, cujo paradeiro é desconhecido desde que manifestantes atearam fogo a sua casa neste mês, era primeiro-ministro e automaticamente se tornou presidente interino depois que o presidente Gotabaya Rajapaksa renunciou na semana passada depois de fugir para Cingapura.

O estado de emergência permite que as tropas prendam suspeitos e que o presidente adote regulamentos que anulem as leis existentes para lidar com qualquer revolta popular. A medida já estava em vigor, mas o Parlamento não se reuniu para ratificá-lo, como deveria. Wickremesinghe o prolongou nesta segunda-feira, "no interesse da segurança pública".

A polícia e o Exército reforçaram a segurança antes da votação de quarta-feira para eleger um presidente para o restante do mandato de Rajapaksa, que termina em novembro de 2024. Wickremesinghe, que foi primeiro-ministro seis vezes, tem o apoio do partido de Rajapaksa para manter essa posição.

Após meses de protestos pela pior crise econômica e política da História do Sri Lanka, manifestantes invadiram o palácio de Rajapaksa em 9 de julho, forçando-o a fugir. Os manifestantes agora querem que o impopular Wickremesinghe renuncie, com pessoas ocupando seu escritório e tentando invadir o Parlamento na semana passada, antes que autoridades e líderes de protestos negociassem para aliviar as tensões.

A grave crise econômica levou o Sri Lanka a não pagar sua dívida externa de US$ 51 bilhões e está em negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para um acordo de resgate.

Em um comunicado nesta segunda-feira, Wickremesinghe disse que o país está perto de uma conclusão nas negociações com o FMI, enquanto “discussões de assistência” com países estrangeiros também estavam progredindo. Ele também pediu aos partidos políticos que se unam e formem um governo de todos os partidos que permita que o país se recupere da crise econômica.

A ilha, localizada ao sul da Índia e com uma população de 22 milhões, está ficando sem combustível, então o governo ordenou o fechamento de escritórios e escolas para reduzir a circulação de carros e ônibus. Os manifestantes atribuem a crise à péssima gestão de Rajapaksa.

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