Rascunho da decisão da Suprema Corte havia vazado em maio, gerando protestos pelo país
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Rascunho da decisão da Suprema Corte havia vazado em maio, gerando protestos pelo país

A Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que a abolição do direito ao aborto nos Estados Unidos , decidido pela Suprema Corte nesta sexta-feira (24), "é um golpe terrível contra os direitos humanos das mulheres".

A decisão do direito ao aborto legal ocorreu em 1973 e a revogação é considerada um retrocesso. A partir de agora, cabe a cada estado dos EUA decidir se autoriza ou não o aborto.

As mulheres que quiserem interromper a gravidez e forem proibidas em seu estado terão que se deslocar até chegarem a um estado onde é permitido.

O ex-presidente Barak Obama criticou a decisão da Suprema Corte. “Hoje, a Suprema Corte não apenas reverteu quase 50 anos de precedente histórico, mas relegou a decisão mais intensamente pessoal que alguém pode tomar aos caprichos de políticos e ideólogos, atacando as liberdades fundamentais de milhões de americanos”, disse o democrata nas redes sociais.

Já o sucessor de Obama, o ex-presidente Donald Trump, comemorou a decisão. "Isso traz tudo de volta para os estados, local onde sempre pertenceu", disse. Ao ser questionado se sentia que fez parte da mudança de 50 anos, ele respondeu que "Deus tomou a decisão".

O atual presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, lamentou a decisão. "É um dia triste para o tribunal e para o país", começou Biden em discurso nesta sexta-feira. "Cinquenta anos atrás, Roe vs. Wade foi decidido e esta tem sido a lei desde então. Este caso marcante protege o direito de uma mulher de tomar decisões intensamente pessoais livre da interferência da política. Agora, com a derrubada da lei, a saúde e a vida das mulheres dessa nação está em risco."

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