Presidente da Rússia, Vladimir Putin
Reprodução / Record News - 31.03.2022
Presidente da Rússia, Vladimir Putin

Nesta sexta-feira (20), a operadora de gás da Finlândia informou que a Rússia não vai mais fornecer o produto ao país a partir deste sábado (21). Trinta por cento do consumo de gás de toda a Europa é provido por Moscou.

"A Gazprom [estatal russa] informou à Gasum [estatal finlandesa] que todo o fornecimento de gás natural para a Finlândia previsto em contrato será cortado a partir das 04h de sábado (21)", divulgou a companhia em nota.

De acordo com a empresa, com as reservas atuais, ainda será possível manter o combustível pelos próximos meses. Conforme o comunicado, o país governado pelo  presidente Vladimir Putin preparou represálias devido aos flertes com o ocidente e após a Finlândia fazer a solicitação para entrar na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) .

"Já estávamos nos preparando para esta situação e não haverá interrupção na transmissão de gás aos consumidores, por isso seremos capazes de continuar fornecendo gás pelos próximos meses", acrescentou a nota.

Na última segunda-feira (16),  Putin disse que não tem "problemas" com Finlândia e Suécia e que sua provável adesão à aliança militar não cria ameaças para Moscou.

"A expansão da Otan é artificial", afirmou o líder russo. "A Rússia não tem problemas com Finlândia e Suécia, sua possível adesão à Otan não cria qualquer ameaça direta para a Rússia", acrescentou.

O líder russo afirmou, no entanto, que a resposta de Moscou à adesão e à expansão da Otan vai depender de como ocorrerá a instalação de infraestruturas militares nos dois países escandinavos. "Vamos ver o que vai acontecer com base nas ameaças que serão criadas para nós. Na verdade, o problema está surgindo do nada", disse o presidente. 

Em meio à tensão de uma possível ofensiva russa, nesta semana a Noruega, Dinamarca e Islândia informaram que vão dar apoio à Finlândia e à Suécia caso os países sofram represálias da Rússia .

"Juntamente à Dinamarca e à Islândia, a Noruega está pronta para ajudar seus vizinhos nórdicos por todos os meios necessários caso sejam vítimas de agressão em seu território antes de obterem a adesão à Otan", disse o primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Stoere.

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