Siderúrgica Azovstal, em Mariupol
Reprodução/Ansa - 23.04.2022
Siderúrgica Azovstal, em Mariupol

As forças da Rússia iniciaram o assalto à siderúrgica Azovstal, último bastião da resistência ucraniana na cidade de Mariupol.

"Os russos estão tentando entrar no complexo, que foi bombardeado por aviões antes do assalto", disse o vice-comandante do Batalhão de Azov, Svyatoslav Palamar, citado pelo jornal online Ukrayinska Pravda.

"Fomos bombardeados durante toda a noite, duas mulheres civis morreram", acrescentou o representante da milícia de extrema direita que lidera a resistência na Azovstal. O início do assalto também foi noticiado pela agência ucraniana Unian, que disse que os russos estão tentando forçar a entrada na siderúrgica.

No último domingo (1º), cerca de 100 pessoas foram evacuadas da Azovstal graças a um corredor humanitário concordado entre Kiev e Moscou, mas, até segunda-feira (2), pelo menos 200 civis, incluindo 20 crianças, continuavam refugiados nos túneis e abrigos subterrâneos do complexo.

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Uma pequena parte do grupo evacuado no domingo já chegou em seu destino, a cidade de Zaporizhzhia, que está sob controle da Ucrânia, mas a maioria dos ônibus enfrenta atrasos por causa dos sucessivos controles russos.

A conquista de Mariupol, uma das cidades mais importantes da região de Donetsk, era crucial para o objetivo de Moscou de estabelecer um corredor terrestre entre a Crimeia anexada e os territórios rebeldes do leste da Ucrânia.

A Prefeitura de Mariupol estima que mais de 20 mil pessoas tenham sido mortas durante o assédio russo à cidade.

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