Jornalista espanhol mostra danos a veículo atingido por projétil na Ucrânia e é interrompido por novos disparos
Reprodução/RNE 26.4.2022
Jornalista espanhol mostra danos a veículo atingido por projétil na Ucrânia e é interrompido por novos disparos

O jornalista espanhol Fran Sevilla, correspondente na Ucrânia pela Rede Nacional da Espanha (RNE), mostrava num vídeo os danos causados por um projétil a um carro de imprensa quando foi interrompido por novos disparos ao sul da cidade de Zaporíjia.

"Hoje renascemos" , disse Sevilla.

Enquanto gravava, ele se jogou ao chão para se proteger. Pouco antes, ao mostrar o vidro dianteiro craquelado, Sevilla informou que junto dele estavam o motorista e um colega jornalista brasileiro, cujas identidades não foram reveladas. Segundo o espanhol, os três não sofreram ferimentos na ação.

Sevilla descreveu o momento em que o carro foi atingido como "muito tenso" e mostrou-se aliviado ao perceber que "salvo um pequeno arranhão no vidro, estamos completamente ilesos" . Segundo ele, o projétil era da artilharia russa.

Diante do episódio, o presidente da Espanha, Pedro Sánchez, declarou apoio aos profissionais da imprensa que fazem a cobertura de guerra.

"Me solidarizo com os jornalistas que estão na Ucrânia agora, com @FranSevillaRne, com os correspondentes da @rne e muitos outros que sofreram as consequências da guerra", afirmou.

Nesta terça-feira, pelo menos dois mísseis atingiram a cidade de Zaporíjia, onde a maior usina nuclear da Europa foi capturada pelas forças russas no início de março. A empresa estatal de energia atômica da Ucrânia disse que mísseis russos voaram a baixa altitude sobre a usina e reiterou alertas de que a invasão da Rússia pode levar a uma "catástrofe nuclear".

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A Energoatom emitiu seu último alerta sobre os riscos causados pela guerra com a Rússia no 36º aniversário do pior acidente nuclear do mundo na extinta usina de Chornobyl, na então Ucrânia soviética.

A empresa disse que mísseis de cruzeiro sobrevoaram a usina nuclear de Zaporíjia durante um ataque aéreo que, segundo autoridades locais, atingiu um prédio comercial, matando pelo menos uma pessoa.

"Mísseis a baixa altitude diretamente sobre o local da ZNPP (usina nuclear de Zaporíjia), onde existem sete instalações nucleares com uma enorme quantidade de material nuclear, representam grandes riscos", disse Petro Kotin, chefe interino da Energoatom. "Afinal, mísseis podem atingir uma ou mais instalações nucleares, e isso ameaça uma catástrofe nuclear e de radiação em todo o mundo."

A Energoatom disse que as tropas russas, que ocupam a fábrica desde 4 de março, mantêm equipamentos pesados e munições no local.

A Rússia não comentou imediatamente a declaração da Energoatom, mas já havia oferecido garantias de segurança sobre as instalações de energia nuclear da Ucrânia desde o lançamento do que diz ser uma "operação militar especial" em 24 de fevereiro.

Tropas russas também ocuparam a usina nuclear desativada de Chornobyl logo após invadir a Ucrânia, mas desde então deixaram o local.

Rafael Grossi, chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), deveria visitar Chornobyl na terça-feira, aniversário da explosão e do incêndio em 26 de abril de 1986.

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