Ditador norte-coreano, Kim Jong-un, presenciou o teste
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Ditador norte-coreano, Kim Jong-un, presenciou o teste

A Coreia do Norte testou um novo armamento guiado, que seria destinado a aumentar a eficiência de suas "armas nucleares táticas", informou a agência de notícias estatal norte-coreana KCNA na manhã de domingo (17). O teste foi presenciado pelo ditador norte-coreano, Kim Jong-un. Um pouco mais tarde, a Coreia do Sul indicou o lançamento de dois mísseis do Norte em direção ao mar.

"O novo tipo de sistema de armas táticas guiadas é de grande importância para melhorar drasticamente o poder de fogo das unidades de artilharia de longo alcance da linha de frente e para aumentar a eficiência na operação de armas nucleares táticas da RPDC", disse a agência, usando a sigla para o nome oficial do país, República Popular Democrática da Coreia.

A KCNA não disse onde nem quando o teste ocorreu, mas a mídia estatal do Norte geralmente informa sobre as atividades do líder um dia depois de os eventos terem ocorrido.

Os disparos de mísseis indicados por Seul ocorreram por volta de 18h (hora local) deste sábado (16), e eles voaram por 110 quilômetros a uma altura máxima de 25 quilômetros.

Ankit Panda, pesquisador sênior do Carnegie Endowment for International Peace, nos EUA, disse que provavelmente trata-se de mísseis balísticos de curto alcance e o primeiro sistema do Norte capaz de carregar armas nucleares táticas.  

Autoridades em Seul e Washington dizem que há sinais de que, em breve, o país poderá retomar os testes de armas nucleares. Especialistas dos dois países apontam para um aumento da atividades nas instalações de Punggye-ri, onde Pyongyang realiza seus testes atômicos.

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Na sexta-feira (15), a Coreia do Norte comemorou o 110º aniversário de nascimento do avô do fundador do país e atual líder, Kim Il-sung, organizando uma grande marcha, com fogos de artifício e dança sincronizada, embora sem o desfile militar que os analistas esperavam.

Observadores políticos, assim como autoridades da Coreia do Sul e dos EUA, temiam que Pyongyang realizasse um teste nuclear durante a comemoração, que ocorre numa época de intensificação dos testes de armas com capacidade atômica do país.

Três semanas atrás, a Coreia do Norte testou o míssil balístico intercontinental mais poderoso de sua história. A experiência encerrou a moratória autoimposta desde 2017 sobre armas nucleares e de longo alcance.

*Com agências internacionais

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