Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky
Reproducao / CNN
Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky

Nesta terça-feira (20), o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que as ações da Rússia na cidade de Mariupol são um "crime contra a humanidade", durante discurso para o parlamento dinamarquês por videochamada.

"A cidade de Mariupol está bloqueada pelo exército russo e mais de 100 mil pessoas continuam lá. Elas têm que derreter neve para obter água, não há condições de entregar ajuda humanitária — tudo é bloqueado. Mais de 90% dos edifícios foram destruídos", afirmou. "O que as tropas russas estão fazendo em Mariupol é um crime contra a humanidade".

As falas de Zelensky ocorrem no mesmo dia em que as delegações dos dois países se reúnem em Istambul, na Turquia, em uma nova rodada de negociações . Este é o primeiro encontro presencial das nações em duas semanas, já que os representantes estavam conversando apenas por chamada de vídeo.

Na ocasião, o presidente ucraniano também disse que "a intensidade e brutalidade das ações militares chegou ao nível mais alto do que a Segunda Guerra Mundial" e que o objetivo do conflito seria "destruir a base para uma vida normal na Ucrânia".

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O mandatário também fez um apelo à Europa, pedindo que aumente as sanções contra a Rússia, bloqueando o comércio, interrompendo a compra de petróleo e fechando portos para navios, além de pedir que os governos e empresas ajudem na reconstrução da Ucrânia quando eles conseguirem "a vitória" da guerra, de acordo com ele.

A invasão russa ao território ucraniano já entra no segundo mês . O país do presidente Vladimir Putin nega atacar civis e culpa a Ucrânia pelo fato de a ideia dos corredores humanitários não terem funcionado como o esperado.

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