Pessoas são ajudadas por soldados a passar por um rio através de uma ponte improvisada
Reprodução/Ansa - 15.03.2022
Pessoas são ajudadas por soldados a passar por um rio através de uma ponte improvisada

 Ao menos  três jornalistas já foram mortos enquanto cobriam a guerra na Ucrânia e outros 35 ficaram feridos nos ataques russos, informou a responsável pelo comitê de direitos humanos do Parlamento ucraniano, Lyudmila Denisova, nesta terça-feira (15).

"Os ocupantes estão combatendo contra a cobertura objetivo dos seus crimes de guerra. Estão matando e atirando contra jornalistas", afirmou Denisova.
As três vítimas fatais do conflito são Viktor Dudar, do jornal "Express" de Lviv atingindo durante os combates em Mykolayiv em 6 de março; o cinegrafista Yevhen Sakun, da "Live TV" e da "Pyramid TV", morto em um ataque com míssil contra uma torre de televisão em Kiev em 1º de março; e o documentarista norte-americano Brent Reno, morto em Irpin, no último domingo (13).

Os ataques da Rússia contra a Ucrânia, iniciados em 24 de fevereiro, fizeram com que milhares de jornalistas e cinegrafistas internacionais fossem para o país europeu para documentar e acompanhar a guerra desde seu início.
Já na Rússia, a cobertura do conflito é totalmente realizada pró-governo, sem dizer que o que ocorre é uma guerra - quem usar o termo, inclusive, pode pegar 15 anos de prisão - e por meio da mídia financiada pelo Estado. Os sites e as emissoras independentes foram fechadas.

Porém, nesta segunda-feira (14), a jornalista Marina Ovsyannikova fez um raríssimo protesto contra o governo durante o jornal noturno do "Canal 1", uma das maiores emissoras do país, e pediu o fim da guerra, acusando a mídia e o governo de "mentirem" para a população. Ela foi presa e seu paradeiro é desconhecido.

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