Refugiados da Ucrânia na fronteira com a Polônia
Reprodução/Twitter
Refugiados da Ucrânia na fronteira com a Polônia

Na manhã desta segunda-feira, o coordenador da força-tarefa de resgate na guerra da Ucrânia, o ministro Unaldo Eugênio Vieira de Sousa, afirmou que 14 brasileiros não pretendem deixar o país, mesmo em meio ao conflito com a Rússia.

Uma aeronave da FAB (Força Aérea Brasileira) tem previsão de decolar na tarde de hoje de Brasília rumo à Polônia, país vizinho à Ucrânia, e retornar com os brasileiros resgatados na próxima quinta-feira (10).

O avião também vai levar do Brasil 11,5 toneladas de insumos de ajuda humanitária às vítimas do conflito. Durante o trajeto, serão realizadas paradas técnicas no Recife, em Cabo Verde e em Lisboa.

De acordo com o ministro, ainda há 34 brasileiros identificados em território ucraniano. "Desses, 14 já manifestaram que não desejam sair do território. Nós continuamos oferecendo apoio e entramos em contato permanente com eles" , explicou.

Quanto a uma estratégia de resgate para as 20 pessoas que ainda estão no país, mas desejam sair, Sousa disse que não pode afirmar se eles embarcarão no voo, mas que dará assistência "seja de que forma for, porque essa é a prioridade absoluta do governo brasileiro".

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Segundo Sousa, há cinco brasileiros em Kiev, capital ucraniana, seis em Odessa, quatro em Lviv, três em Kherson e os demais espalhados pelo restante do país. Ele diz que o perfil dessas pessoas é "diversificado" — há estudantes, jogadores de futebol, descendentes de ucranianos e pessoas que têm laços com o país.

Sousa nega que o Itamaraty tenha demorado para arquitetar o resgate dos brasileiros. "Nós agimos imediatamente, assim que o conflito eclodiu a força-tarefa foi criada e veio imediatamente para cá, e as nossas embaixadas já estavam atuando. Não houve demora."

Desde o início do conflito, o governo diz que já apoiou a saída de mais de cem brasileiros da Ucrânia. Eles se dirigiram a países vizinhos de fronteira, principalmente para a Polônia e Romênia. O Itamaraty informa que continua a prestar assistência consular a brasileiros que estejam na região.

Na semana passada, o governo anunciou que os passageiros poderão embarcar no voo da FAB com seus animais de estimação. Houve a liberação após pressão de ativistas.

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