Ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba
Divulgação / Otan
Ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba

Nesta sexta-feira (4), o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, acusou soldados russos de "estuprar mulheres em cidades ucranianas ocupadas" e pediu que seja criado um tribunal criminal especial para julgar o "crime de agressão" cometido pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, pela ação na Ucrânia.

"Quando bombas caem sobre nossas cidades, quando soldados estupram mulheres em cidades ocupadas e, infelizmente, temos muitos casos de soldados russos estuprando mulheres em cidades ucranianas, é claro que é difícil falar sobre a eficácia do direito internacional", disse o ministro.

"Mas é a única ferramenta que temos para garantir que, no final, todos os que tornaram essa guerra possível sejam levados à justiça e que a Federação Russa, como país que cometeu um ato de agressão, também seja responsabilizada", acrescentou.

Após a invasão russa ao território ucraniano, Kuleba se mostrou a favor da criação de um tribunal para julgar a ação no país. O chanceler falou sobre a situação da Ucrânia em um encontro virtual organizado pelo instituto londrino de estudos em relações internacionais Chatham House.

"Estamos perdendo uma arma crucial na luta legal contra Putin", disse ex-primeiro-ministro britânico Gordon Brown, que assinou uma petição para a criação de uma jurisdição especial.

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Nessa semana, o Tribunal Penal Internacional (TPI) em Haia anunciou a abertura de uma investigação sobre possíveis "crimes de guerra" e "crimes contra a humanidade" contra a Ucrânia .

O inquérito foi solicitado por 39 países membros do tribunal de Haia, incluindo a Itália. O Brasil, por sua vez, não foi um dos signatários (há 123 países que poderiam pedir a investigação).

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