O presidente da Suíça, Ignazio Cassis
ONU/Jean-Marc Ferré
O presidente da Suíça, Ignazio Cassis

A Suíça pode abandonar sua postura neutra em relação à investida da Rússia em território ucraniano e também impor sanções contra o país comandado por Vladimir Putin .

Segundo Ignazio Cassis, presidente do país, é "muito provável" que os ativos russos sejam congelados na Suíça. O Conselho Federal do país deve se reunir na segunda-feira para revisar as recomendações dos departamentos de finanças e economia.

Cassis, no entanto, afirmou que não iria "antecipar decisões que ainda não foram tomadas". Durante a entrevista no canal de tv estatal RTS, ele ainda disse que a diplomacia do país está à postos para auxiliar nas negociações do cessar-fogo entre autoridades russas e ucranianas caso a conversa que deve acontecer amanhã (28), na Bielorrússia.

Ontem (26), os suíços foram às ruas para condenar os ataques da Rússia e apoiar a Ucrânia. Muitos deles, segundo a Reuters, vaiaram a posição cautelosa do governo diante do conflito.

Cassis disse ainda que ucranianos refugiados são bem-vindos no país "por um período de transição" que eles esperam que seja "o mais rápido possível". Karin Keller-Sutter, ministra da Justiça do país, afirmou que a Suíça "não vai deixar as pessoas na mão".

Quarto dia de conflito

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Na última quinta-feira, o presidente da Rússia Vladimir Putin ordenou que as tropas que já faziam exercícios militares nas fronteiras invadissem a Ucrânia. O presidente russo não aceita o interesse do país vizinho em integram a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aliança militar do ocidente.

Durante à noite, os bombardeios se intensificam em endereços militares, mas ao contrário do que afirmam os militares russos, bombas e mísseis já atingiram residências, hospitais, escolas e outras instalações civis. Até este domingo, estima-se que cerca de 210 ucranianos tenham morrido, e 4,3 mil russos - a Rússia não divulga números oficiais de vítimas, apenas os equipamentos militares destruídos.

Na madrugada de hoje, a segunda maior cidade do país, Kharkiv, foi bombardeada. Um prédio de nove andares com civis foi atingido por um míssil - uma mulher morreu e 20 pessoas precisaram ser evacuadas. Outros 60 moradores estavam em um abrigo em uma área subterrânea e não se feriram.

O ministro ucraniano do Interior, Evgeny Yenin, informou à CNN que Rússia e Ucrânia conversam de maneira informal para iniciar a negociação de um cessar-fogo amanhã (28).

Mais de 4 mil pessoas já foram presas na Rússia em protestos contra a Guerra. Na quinta-feira, o Comitê de Investigação da Rússia informou que a participação em qualquer protesto contra a guerra na Ucrânia era ilegal. O órgão russo também afirmou que ofensas poderiam ser inscritas nos registros criminais dos participantes.

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