Primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi
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Primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi

O primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, condenou nesta terça-feira (22) o  reconhecimento feito pela Rússia das  áreas separatistas ucranianas de Donetsk e Lugansk.

"Quero antes de tudo exprimir a minha mais dura condenação pela decisão do governo russo de reconhecer os dois territórios separatistas do Donbass. Trata-se de uma violação inaceitável da soberania democrática e da integridade territorial da Ucrânia", disse Draghi em um evento político.

O chefe de governo italiano ainda confirmou que acredita na via do diálogo, mas disse que a situação pede punições.

"Estou em constante contato com os aliados europeus para encontrar uma solução pacífica para a crise e evitar uma nova guerra no coração da Europa. A via do diálogo continua essencial, mas estamos definindo no âmbito da União Europeia medidas e sanções na relação com a Rússia", acrescentou.

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A fala do premiê segue a linha do que havia sido anunciado pelo ministro das Relações Exteriores, Luigi di Maio, que ressaltou que a Itália "está absolutamente convicta em seguir a estrada das sanções".

Em reunião do conselho de ministros das Relações Exteriores da União Europeia, o chanceler italiano disse que o país "continuará a se coordenar com os parceiros europeus, com os nossos aliados" e que o reconhecimento feito por Moscou "é um gravíssimo obstáculo para uma solução diplomática dessa crise".

O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou o reconhecimento de Donetsk e Lugansk nesta segunda-feira (21), com um duro discurso contra a Ucrânia, que chegou a dizer que nem reconhecia como um país. Depois da formalização do ato, o Kremlin enviou tropas para o Donbass para a "manutenção da paz".

Nesta terça, os países ocidentais vão anunciar mais sanções contra Moscou.

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