Vulcão Etna, na Itália
Paul James Kirrage / Twitter / Reprodução
Vulcão Etna, na Itália

A polícia da Sicília, na Itália, investiga se restos mortais encontrados na última terça-feira (9) em uma caverna isolada no Monte Etna são de um jornalista desaparecido há mais de 50 anos. Segundo a polícia, o homem teria pelo menos 50 anos, altura próxima de 1,70m e "malformações congênitas no nariz e na boca". As informações são do jornal britânico The Guardian.

O homem vestia calças escuras, um suéter de lã, uma camisa listrada e gravata preta. Também foram encontrados um chapéu de lã, uma capa de chuva verde-escura, um relógio, um pente, moedas antigas e uma caixa de sapatos tamanho 41.

A descoberta foi feita por um policial de Catânia e seu cão farejador durante um exercício de treinamento na área.

“A área é muito isolada, vamos lá periodicamente para fazer nosso treinamento (...) Foi graças ao cão farejador que os restos mortais foram encontrados", disse o Tenente-coronel Massimiliano Pacetto. 

A polícia considera a descoberta um 'mistério' e apelidou o caso de "o homem de Etna".

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“Nunca experimentei nada parecido. No momento todas as teorias são válidas e nada está sendo excluído", diz Pacetto.

Segundo o oficial, a caverna no vulcão ativo mais alto da Europa é de acesso extremamente difícil. Por isso, se o homem entrou voluntariamente ou à força, ele pode não ter conseguido escapar. Segundo as investigações iniciais, não parecia que o homem tivesse sofrido uma morte violenta.

A polícia recebeu várias ligações do público desde a descoberta, e das linhas de investigação apuram se o homem era Mauro De Mauro, um jornalista investigativo de 49 anos que desapareceu em Palermo em setembro de 1970 e cujo corpo nunca foi encontrado.

Investigadores seguem diferentes pistas. Uma delas é de que De Mauro teria sido sequestrado e morto pela máfia devido ao seu trabalho na descoberta do tráfico de drogas entre a Sicília e os Estados Unidos.

“De Mauro é uma das teorias que estamos investigando, e também outras pessoas que estão desaparecidas por motivos que podem estar ligados à criminalidade. Mas, repito, nada nesta fase está sendo excluído.”

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