Tibetana tinha quase 30 mil seguidores nas redes sociais
Bruno Ignacio
Tibetana tinha quase 30 mil seguidores nas redes sociais

Um homem foi condenado à morte nesta quinta-feira (14) após encharcar de gasolina e atear fogo na ex-mulher enquanto ela fazia uma transmissão ao vivo para seus mais de 30 mil seguidores. 

Amuchu, a influencer tibetana assassinada aos 30 anos postava vídeos do seu dia a dia no país na rede social Douyin, equivalente ao TikTok chinês. Ela havia se divorciado dele três mesas antes do ocorrido.

O crime aconteceu em setembro do ano passado. Ela não resistiu aos graves ferimentos e morreu duas semanas depois.

A morte gerou indignação no país, que só começou a punir casos de violência doméstica em 2016. Uma hashtag de apoio à ela foi criada e chegou a ser censurada pelas autoridades chinesas.

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Seu crime "mostrou uma crueldade extrema, e seu impacto na sociedade foi terrivelmente ruim", disse o tribunal em um comunicado.

Uma em cada quatro mulheres chinesas foi vítima deste tipo de violência pelo menos uma vez na vida, de acordo com um estudo publicado em 2013 pela Federação das Mulheres da China, informa a AFP.

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