A megaexplosão aconteceu no principal porto de Beirute e matou cerca de 200 pessoas
Arquivo pessoal/Bárbara Saleh
A megaexplosão aconteceu no principal porto de Beirute e matou cerca de 200 pessoas

O Líbano interrompeu as investigações sobre a explosão no porto de Beirute, que aconteceu em agosto de 2020 e matou mais de 200 pessoas, pela terceira vez em três semanas.

O juiz que cuida do caso, Tariq Bitar, vem sofrendo com a pressão dos políticos que estariam supostamente envolvidos. Nesta semana, o ex-ministro das Finanças do país, Ali Hasan Khalil, não respondeu à convocação para um interrogatório, e um mandado de prisão foi emitido.

Outro ex-ministro, Youssef Finianos, adotou a mesma postura no mês passado. Os políticos alegam que o juiz politiza o inquérito e comanda uma campanha de difamação. Segundo as agências internacionais, eles têm ignorado as convocações para depor, e os mandados de prisão não são cumpridos.

Bitar é o segundo juiz a ser encarregado das investigações. O primeiro, adi Sawan, foi afastado em fevereiro com base nas mesmas acusações: falta de parcialidade por políticos que se tornaram alvo do inquérito.

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A hipótese é de que os políticos sabiam que havia um risco de explosão no armazenamento de nitrato de amônio no porto, mas não tomaram nenhuma atitude para impedir que a substância ficasse guardada lá.

Até mesmo Hassan Diab, ex-primeiro ministro do Líbano, foi convocado a depoir. Ele, no entanto, não compareceu.

Jhalil e Finianos são ligados ao Hizbullah. O líder do grupo, Sayyed Hassan Nasrallah fez várias críticas ao juiz Bitar. Segundo a Reuters, um membro do grupo teria ameaçado remover o magistrado das investigações

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