Militares patrulham área do município colombiano de Tumaco
Reprodução/Exército Nacional da Colômbia/Redes Sociais
Militares patrulham área do município colombiano de Tumaco

Cinco pessoas morreram em 11 ficaram feridas em um ataque contra uma discoteca no  Sudoeste da Colômbia na madrugada deste domingo (26), um ato que teria sido realizado por dissidentes das Farc, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. De acordo com o Exército, o ataque ocorreu na cidade de Tumaco, no distrito de Nariño, quando homens armados  "chegaram ao estabelecimento em um veículo, efetuando vários disparos de forma indiscriminada".

Os militares afirmam ainda que a ação foi realizada por uma dissidência das Farc conhecida como coluna Urías Rendón, e autoridades locais dizem que os confrontos na área se intensificaram nos últimos meses — a prefeita da cidade, María Emilsen Angulo, denunciou que homens armados estão provocando "caos, pânico e intranquilidade aos cidadãos". No Twitter, o governador de Nariño, Jhon Rojas, afirmou que “a situação de grupos à margem da Lei supera a capacidade [de ação] das autoridades em Nariño”.

Localizada perto da fronteira com o Equador e com o segundo maior porto colombiano no Pacífico, Tumaco tem a segunda maior área cultivada com plantas de coca do país, cerca de 9,8 mil hectares, e é alvo de atuação de vários grupos armados, incluindo algumas dissidências das Farc, como a Frente Óliver Sinisterra e os Contadores.

A Colômbia enfrenta uma das maiores ondas de violência relacionada a grupos armados desde a assinatura do acordo de paz com as Farc, em 2016, que oficialmente desmobilizaram a organização. Contudo, dissidências dentro da milícia, com lideranças que não concordavam com o acordo, surgiram ao redor da Colômbia, em muitos casos em associação com o tráfico de drogas, promovendo dezenas de ataques violentos ao redor do país. 


O governo do conservador Iván Duque responsabiliza os grupos que se financiam com o narcotráfico e o garimpo ilegal pelos assassinatos. Para especialistas, algumas falhas na implementação do acordo permitiram que antigos redutos das Farc sejam ocupados por outros atores, mantendo o conflito.

O Exército de Libertação Nacional (ELN), última guerrilha reconhecida oficialmente, também está presente em uma centena de municípios e é constantemente acusada de atentados contra a força pública e civis.

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