O Hospital Regional de Pedro Juan Caballero, onde foi constatada a morte da criança
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O Hospital Regional de Pedro Juan Caballero, onde foi constatada a morte da criança

Um adolescente de 14 anos foi detido, na manhã desta quinta-feira, por suspeita de ter matado o irmão, de 2 anos, na fronteira do Brasil com o Paraguai. O menino foi encontrado morto em sua casa, no bairro Bernardirno Caballero, em Pedro Juan Caballero, cidade vizinha de Ponta-Porã, em Mato Grosso do Sul, na tarde desta quarta-feira.

Quem encontrou o corpo foi a mãe das crianças, que passou mal e teve que ser hospitalizada. A suspeita é de que a morte tenha sido acidental, informou a mídia local.

A polícia chegou a tratar o caso como se o adolescente tivesse sido sequestrado, pois na residência foi encontrado um bilhete em espanhol, escrito em uma folha de caderno: "Lo siento. Su hijo viu algo que no devia vir. Tenemos el outro hijo maior" ("Seu filho viu algo que não devia. Estamos com seu outro filho maior", em tradução livre).

De acordo com a promotora de Justiça Reinalda Palacios, foi comprovado que o bilhete foi escrito pelo próprio adolescente. O garoto foi flagrado por câmeras alugando uma bicicleta depois de sair de casa durante a tarde desta quarta-feira. A bicicleta estava com ele quando foi localizado. O adolescente foi levado para a sede da Polícia Nacional.

Garoto cuidava do irmão

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A mãe havia saído de casa para trabalhar às 7h (horário local), deixando o filho mais novo aos cuidados do irmão, segundo o "Ultima Hora". Ao voltar, às 17h (horário local), ela encontrou a criança sem sinais de vida, em cima de uma cama. A mulher cobriu o menino e foi para o Hospital Regional Pedro Juan Caballero, onde a morte foi confirmada

Em entrevista ao "Ultima Hora", o médico-legista Marco Pietro disse que em um exame externo e superficial foi possível verificar que a morte deve ter ocorrido entre 13h e 14h. Ele contou, ainda, que não encontrou ferimentos externos nem sinais de maus-tratos.

A causa da morte, segundo o profissional, pode ter sido asfixia mecânica realizada por outra pessoa, pelo fato de não ter sido encontrado nenhum corpo estranho no aparelho respiratório da criança, ou acidente. Não há indícios de abuso sexual, segundo Pietro.

O legista informou ainda que não há evidência de que mãos tenham causado a asfixia:

"Ele não tem uma lesão por enforcamento ou estrangulamento, é uma asfixia que pode ter sido por compressão, a criança às vezes brinca de comprimir e desmaiar, houve uma sufocação. Um travesseiro, um plástico, algo assim que obstrui as vias aéreas".


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