Muro feito pelo artista  'EME Freethinker' em apoio aos protestos sobre a morte de George Floyd
Michael Sohn/AP
Muro feito pelo artista 'EME Freethinker' em apoio aos protestos sobre a morte de George Floyd

Nesta sexta-feira (19), a Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet , disse que o processo do assassinato de George Floyd "é uma oportunidade fundamental para a justiça" da qual várias famílias de vítimas negras continuam privadas. As informações foram repercutidas pelo portal UOL .

"Dez meses depois do  assassinato de George Floyd gerar uma onda de indignação e reivindicações em todo o mundo para que as coisas mudem", afirmou Bachelet. A comissária também lembrou que "há tantos casos que envolvem a morte de pessoas de origem africana que nunca chegaram à etapa do processo e a dor de tantas famílias continua sendo ignorada, ou inclusive negada", em um discurso sobre o relatório dedicado ao racismo sistemático que apresentará em junho. O julgamento do ex-policial Derek Chauvin acusado do assassinato de Floyd começou em 9 de março em Minneapolis.

Bachelet disse estar "profundamente preocupada com o alcance dos desafios enfrentados pelas famílias que pedem verdade e justiça", com pouco apoio jurídico, financeiro e psicológico. Além disso, ela ressaltou que a violência policial não "se produz no vazio". "Se não nos ocuparmos do racismo sistemático em todas as nossas instituições, nunca poderemos 'corrigir' a polícia. O racismo sistemático exige uma resposta sistemática", insistiu.

De acordo com Bachelet, é preciso enfrentar a herança da escravidão, da colonização, de séculos de discriminação e "devemos nos comprometer a olhar para trás de forma crítica", porque apenas isso "permitirá dar um passo de gigante para frente".

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