Além dos mortos, outras 600 pessoas ficaram feridas
Reprodução/TVG - Reuters
Além dos mortos, outras 600 pessoas ficaram feridas







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Já chega a 98 o número de mortos em quatro explosões em um acampamento militar em Bata, na Guiné Equatorial, de acordo com informações do Ministério da Saúde do país, divulgadas nesta segunda-feira (8), após voluntários revistarem os escombros em busca de vítimas. Ao menos 615 pessoas ficaram feridas.

Casas e prédios ao redor do acampamento militar ficaram destruídos e as ruas cheias de enormes escombros. Em um hospital de Bata, muitos feridos, alguns no chão e com soro, recebiam os primeiros socorros no chão. O acampamento militar do bairro de Nkota Ntoma abriga membros das forças especiais e da gendarmeria. 

Nas imagens divulgadas pela TVGE, foi possível ver pessoas fugindo pelas ruas, algumas precisando ser carregadas ou puxadas por outras. Nas unidades de saúde local, vítimas recebiam atendimento no chão, devido a grande quantidade de pacientes. O presidente Teodoro Obiang Nguema , chefe de Estado há quase 42 anos, acusou os agricultores de deixar uma queimada em uma lavoura se espalhar.  Ele também apontou os militares como negligentes, porque eles estavam encarregados de vigiar o arsenal.


De acordo com um comunicado do Ministério da Defesa , explosões de munições de grosso calibre provocaram ondas expansivas que destruíram casas vizinhas. Na cidade de Bata, capital econômica do país, vivem 800 mil habitantes. A pasta informou também nas redes sociais que moradores dos bairros vizinhos devem estar sob os escombros de suas residências. Os bombeiros e a população trabalhavam para o resgate das vítimas. 

O filho do presidente, que é também vice-presidente e encarregado da Defesa e Segurança, Teodoro Nguema Obiang Mangue , percorreu os escombros acompanhado de guarda-costas. Durante horas, a comunicação entre Bata e M alabo , capital do país, foi prejudicada. Nguema determinou uma investigação e fez um apelo à comunidade internacional de apoio ao país “nestes momentos ainda mais difíceis”, se referindo a crise econômica provocada pela pandemia de covid-19.


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