Ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump
Shealah Craighead/Official White House Photo
Ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump

A uma semana do início de seu julgamento no Senado, o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump sofreu deserções no time de advogados que o defenderá no processo de impeachment .

Segundo a CNN, que cita fontes confidenciais, cinco advogados deixaram o bilionário republicano por discordar da estratégia de defesa, incluindo dois defensores que deveriam liderar o time, Butch Bowers e Deborah Barbier.

Trump, de acordo com a CNN , queria que os advogados insistissem nas denúncias incomprovadas de fraude nas eleições ao invés de questionar a legitimidade de um processo de impeachment contra um presidente após o fim de seu mandato.

"Já trabalhamos bastante, mas ainda não temos uma decisão final sobre nossa equipe de advogados", disse Jason Miller, conselheiro do magnata, no Twitter. O julgamento está previsto para começar em 9 de fevereiro, mas quase todos os senadores republicanos já indicaram contrariedade ao processo.

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Com 50 votos no Senado, o Partido Democrata precisa converter os votos de pelo menos 17 senadores da oposição para condenar Trump por "incitação à insurreição". Se for sentenciado, o magnata terá seus direitos políticos cassados e não poderá disputar as eleições de 2024.

Acusação

O caso diz respeito aos fatos que culminaram na invasão do Congresso americano por grupos de extrema direita, em 6 de janeiro, em um ataque para impedir a certificação da vitória de Joe Biden nas eleições de novembro passado.

O artigo do impeachment aprovado na Câmara define o ex-presidente como uma " ameaça à democracia " e ressalta como ele colocou as instituições americanas em perigo, tendo posto obstáculos a uma "pacífica transição de poder".

O texto cita as "repetidas falsas declarações que falavam em eleições fraudadas que não deviam ser aceitas" e o comício de 6 de janeiro, no qual Trump instigou seus apoiadores a combaterem. "Se vocês não lutarem como loucos, vocês não terão mais um país", declarou o republicano na ocasião.


Além disso, o artigo de impeachment menciona uma ligação de Trump ao secretário de Estado da Geórgia, Brad Raffensperger, cobrando que ele encontrasse "os votos necessários" para reverter o resultado das eleições nesse antigo feudo republicano conquistado por Biden.

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