Registro de uma menina chorando enquanto a mãe é detida e revistada na fronteira EUA-México, em 2018, ganhou grande repercussão internacional.
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Registro de uma menina chorando enquanto a mãe é detida e revistada na fronteira EUA-México, em 2018, ganhou grande repercussão internacional.

Organizações sem fins lucrativos e advogados ainda não conseguiram encontrar os pais de 545 crianças que, como parte da política anti-imigração de Trump, foram separadas dos seus familiares na fronteira dos Estados Unidos com o México. As informações foram dadas pelo jornal The Guardian .

Em maio de 2018, o governo de Donald Trump adotou uma política de tolerância zero a imigrações ilegais. Assim, cerca de 2.700 crianças foram separadas dos pais. A atitude gerou críticas no mundo inteiro e o presidente dos Estados Unidos anunciou a suspensão da medida.

Após um processo da American Civil Liberties Union (ACLU), em 2018, uma juíza federal de San Diego ordenou que as famílias fossem reunidas. O comitê formado para encontrar esses parentes já localizou os pais de mais de 550 crianças.

Apesar disso, 545 ainda seguem sem os pais. “Não vamos parar de procurar até que tenhamos encontrado cada uma das famílias, não importa quanto tempo leve”, declarou Lee Gelernt, vice-diretor do Projeto de Direitos dos Imigrantes da ACLU, em entrevista à NBC News.

Os voluntários envolvidos nas buscas  batem de porta em porta de casas localizadas em países como Guatemala e Honduras. Em decorrência da pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), a atividade havia sido suspensa. Agora ela foi retomada, mas em escala menor.

“A trágica realidade é que centenas de pais foram deportados para a América Central sem seus filhos, que permanecem aqui com famílias adotivas ou parentes distantes”, explicou Gelernt.

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