Grávida
Reprodução
Nas imagens, é possível ver momento em que o policial atinge Leanne Perrett e ela cai com o rosto no chão

O caso de uma mulher de 35 anos que estava grávida de três meses e sofreu um aborto espontâneo após ser eletrocutada por um agente da polícia da cidade de Barry, no País de Gales, foi julgado no início desta semana em um tribunal de Cardiff.

Segundo informações do jornal britânico Daily Mail, o incidente ocorreu há cerca de dois meses na região central da cidade. Os agentes foram chamados ao local após a vítima, Leanne Perrett, iniciar uma discussão acalorada com o namorado, Kyle Butts.

Imagens gravadas no dia do incidente mostram o policial , identificado apenas como PC Hughes, tentando encerrar a briga e conter Butts. Porém, ao receber golpes de Leanne, utiliza o taser para se defender. Atingida, a mulher cai paralisada, atingindo o chão com o rosto.

No julgamento, os advogados de Perrett disseram que ela sofreu um aborto espontâneo poucos dias depois do episódio, mas aceitaram que não houve qualquer comprovação médica de que a perda tenha ocorrido por conta do choque.

O juiz responsável pelo caso sentenciou tanto Leanne quanto Kyle por agressão ao policial, a quem elogiou pela conduta correta durante o procedimento, ressaltando ainda que ele agiu de forma "instintiva". Por meio de suas defesas, ambos admitiram a conduta inapropriada.

Advogado de Perrett , Tom Trobe apontou que a cliente sofre de transtornos psicológicos e teve diversas lesões por conta da queda: "ela lamenta que o incidente tenha ganhado proporções desnecessárias. Foi algo emocional, de momento, e não pré-planejado".

Ainda de acordo com a publicação, Kyle Butts recebeu uma sentença de oito semanas de suspensão, além de uma ordem para participar de um programa de reabilitação contra drogas por nove meses. Já Leanne teve pena de 16 semanas de suspensão e deverá realizar um programa de controle de raiva.

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