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O Antagonista/Crusoé
Trump fez campanha em cidade que foi alvo de protestos antirracistas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, visitou nesta terça, 1, alguns prédios e lojas que foram destruídos por manifestantes em Kenosha, no estado de Wisconsin. Em seguida, Trump participou de uma coletiva de imprensa com policiais (foto).

Kenosha foi o palco de dois atos violentos nas últimas semanas. No domingo, 23, um policial disparou sete vezes contra o negro Jacob Blake, de 29 anos, que ficou paralisado da cintura para baixo. Protestos tomaram a cidade e, dois dias depois, o jovem Kyle Rittenhouse, de 17 anos, disparou com um fuzil AR-15 e matou dois manifestantes.

Por trás da visita de Trump à cidade, há motivos eleitorais. O presidente tem melhorado nas pesquisas de intenção de voto ao se propagar como o defensor da lei e da ordem. No estado do Wisconsin, o apoio aos manifestantes caiu de 61% em junho para 48% em agosto. Por outro lado, três em quatro entrevistados diz ter uma visão positiva da polícia. “Kenosha tem sido devastada por motins contra a polícia e contra os americanos”, disse Trump na coletiva. “As pessoas querem a lei e a ordem. Elas querem que a polícia faça o papel de polícia.”

Outro fator relevante é que o prefeito de Kenosha, John Antaramian, e o governador de Wisconsin, Mandela Barnes, são democratas. Trump tem se esforçado em sua campanha para responsabilizar o partido rival pelos atos de vandalismo.

Além disso, Wisconsin será um estado importante na eleição de 3 de novembro. O candidato democrata Joe Biden está 3,5 pontos percentuais à frente de Trump no estado. Em 2016, Trump ganhou no Wisconsin com uma diferença de 1 ponto percentual.

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