Prédio do jornal Annahar Newspaper.
Arquivo pessoal/Nessryn Khalaf
Prédio do jornal Annahar Newspaper.

Nesta terça-feira (4), aconteceu uma grande explosão na região portuária de Beirute , no Líbano . Nessryn Khalaf, 24, mora na capital e conta que a explosão foi "traumatizante". “Foi horrível, a casa inteira tremeu”, ela relata.


“A gente estava assistindo televisão, quando, do nada, tudo começou a tremer e a gente achou que era terremoto”, conta. Em seguida, ela ouviu um barulho e as janelas da casa se abriram — algumas chegaram a quebrar.

Nessryn mora na região de Bir Hasan. Ela diz que, apesar de morar a dez minutos do porto, a sensação foi de que a explosão havia ocorrido praticamente do lado da sua casa.

Khalaf trabalha em um jornal local chamado Annahar Newspaper. "Fica bem do lado do porto. Eu não estava lá hoje, graças a Deus, mas quem estava se machucou muito", conta.

Prédio do jornal Annahar Newspaper.
Arquivo pessoal/Nessryn Khalaf
Prédio do jornal Annahar Newspaper.

Nessryn também conta que recebeu uma ligação do pai dela, que possui uma loja próxima ao porto. “Ele ligou aqui em casa chorando. Foi a primeira vez na minha vida que eu vi meu pai chorando”. No momento do ocorrido, o homem estava perto da entrada do estabelecimento e, com a explosão, foi jogado para o fundo da loja.

“A explosão foi tão forte que ele, um homem de 1,92m, chegou a voar longe”, relata Nessryn. A loja ficou danificada e o seu pai ficou com ferimentos leves, mas está bem.

Loja do pai de Nessryn Khalaf.
Arquivo pessoal/Nessryn Khalaf
Loja do pai de Nessryn Khalaf.

Nessryn conta, ainda, que está difícil de respirar. "A embaixada americana alertou sobre a possibilidade de gases tóxicos", ela diz. 

O governo libanês orienta que todos permaneçam em suas casas. Ainda não se sabe a causa da explosão. 

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