Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom
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Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom

O diretor-geral da Organização Mundial da Sáude (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse nesta sexta-feira (31) que os impactos da pandemia da Covid-19 , doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), serão "sentidos pelas próximas décadas". Ontem a  agência pediu apoio mundial para o desenvolvimento coletivo de uma vacina contra a doença.

"A pandemia é uma crise de saúde pública que ocorre uma vez a cada século e seus efeitos serão sentidos pelas próximas décadas", disse Tedros durante reunião do comitê de emergência da entidade.

A reunião desta sexta foi a quarta do comitê da OMS para falar sobre a Covid-19. Ela marca os seis meses desde que a doença foi declarada como emergência de saúde pública de interesse internacional pela agência, no dia 30 de janeiro. 

À época, os registros de casos confirmados da doença na China, então epicentro da Covid-19, eram 100. Ainda não havia nenhum óbito no mundo. Agora, a doença já matou 670 mil pessoas e 17 milhões de infecções foram registradas. .

"É a sexta vez que uma emergência de saúde global é declarada pelo Regulamento Sanitário Internacional, mas essa é facilmente a mais grave", afirmou Tedros em coletiva de imprensa no início da semana. O regulamento atual foi estabelecido pela OMS em 2005.

Os seis meses do alerta também foi abordado durante a coletiva da agência nesta quinta (30). O diretor de emergência, Michael Ryan, afirmou que a entidade julgou mal a capacidade de alguns países e deveria ter realizado operações locais de assistência nestes. A avaliação de Ryan é que "se pudesse voltar e mudar alguma coisa", os países estariam "melhor amparados".

Pandemia no mundo

Embora o conhecimento sobre o vírus tenha avançado, muitas perguntas permanecem não respondidas e populações continuam vulneráveis, disse Tedros nesta sexta.

"Resultados preliminares com estudos de anticorpos estão formando um quadro consistente: a maioria das pessoas permanece suscetível ao vírus, mesmo em áreas que tiveram surtos graves."

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