Bandeira da Escócia, Grã-Bretanha e União Europeia
Calum Hutchinson/Creative Commons
Grã-Bretanha já garantiu 250 milhões de doses de vacinas

O governo britânico anunciou hoje a reserva de mais 60 milhões de uma das vacinas candidatas contra a Covid-19 . O novo acordo é com o grupo farmacêutico frances Sanofi e o britânico GlaxoSmithkline (GSK), que desenvolvem a  vacina em conjunto.

Com isso, a Grã-Bretanha já garantiu 250 milhões de doses de quatro vacinas contra a Covid-19; além do novo acordo, são 30 milhões de doses desenvolvida pela estadunidense Pfizer e pela alemã BioNtech; 60 milhões com a francesa Valneva, com a possibilidade de compra de mais 40 milhões; e 100 milhões da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford com a AstraZeneca.

A vacina da Sanofi e GSK ainda está na fase de registro. Segundo os grupos, a estimativa é que as fases 1 e 2 sejam concluídas em setembro. O plano é atingir a fase 3 antes do término deste ano.

“Se os resultados forem positivos, as aprovações regulatórias poderão ser atingidas no primeiro semestre de 2021. Em paralelo, Sanofi e GSK estão redimensionando a produção do antígeno e adjuvante para produzir um bilhão de doses no ano todo”, diz o comunicado divulgado pela GSK.

A potencial vacina da Sanofi e GSK usa uma tecnologia diferente das que estão em fases mais avançadas. Trata-se de uma vacina uma vacina com adjuvante (ou adjuvantada) que, segundo nota divulgada em abril, usa “tecnologias inovadoras”. Esse tipo de vacina é comum e usa substâncias que são capazes de aumentar a resposta imune e ainda a desencadear uma resposta imune precoce. 

“A Sanofi contribuirá com o antígeno Covid-19 da proteína S, que é baseado na tecnologia de DNA recombinante. Essa tecnologia produziu uma correspondência genética exata com as proteínas encontradas na superfície do vírus, e a sequência de DNA que codifica esse antígeno foi combinada no DNA da plataforma de expressão do baculovírus, a base do produto influenza recombinante licenciado pela Sanofi nos EUA”, explica a empresa.   

As empresas acreditam na rapidez do processo, já que o uso do adjuvante já foi utilizado no caso da gripe e “reduz a quantidade de proteína necessária por dose de vacina, o que permite que mais doses sejam produzidas e, assim, alcancem e protejam mais pessoas. Além disso, um adjuvante pode melhorar a resposta imune e criar uma imunidade mais forte e duradoura contra infecções”, informa a GSK. 

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