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Tânia Rêgo/Agência Brasil
Após anunciar reabertura, cidades precisam retroceder diante do avanço da pandemia

O equilíbrio entre a redução do contágio por meio do isolamento social e a manutenção da economia de cada Estado é um dos grandes desafios durante a pandemia de Covid-19 . Com diferentes mecanismos para medir o avanço da doença e uma possível segunda onda de contágio, um movimento tornou-se comum em diferentes países: o início da reabertura seguido de um recuo, com novo fechamento de estabelecimentos e serviços. 

Entre os países que vivem um segundo momento preocupante da epidemia, estão Coreia do Sul e Irã. O primeiro, destacou-se pela forma como administrou a primeira onda da doença, com medidas bem sucedidas de isolamento. Após a abertura dos estabelecimentos de lazer, porém, o país notificou um novo surto de infecções . Já o Irã, enfrenta um período tão ou mais perigoso do que o primeiro contato com a Covid-19, ultrapassando a centena de mortos por dia. 

Outros países optaram por retroceder medidas de relaxamento das normas sanitárias e reabertura de serviços, mesmo antes de uma segunda epidemia, foram Israel, Palestina - com contenções parciais -, Alemanha e Portugal. Na Europa, a mudança foi motivada por focos pontuais da doença, que ligaram o alerta sobre uma nova curva de contágio. Também renovaram o isolamento Grécia e Bélgica, com restrições parciais. 

No Brasil, estados também recuaram 

Assim como no caso de países em diferentes continentes, alguns estados brasileiros - cujo direcionamento para conter a pandemia depende de cada governo - também precisaram recuar as medidas de relaxamento. 

Na semana passada, a prefeitura de Florianópolis anunciou o endurecimento de regras para combater o novo coronavírus . A capital catarinense, que já havia permitido a reabertura de estabelecimentos como shoppings, academias e bares - com critérios de segurança - acompanhou um novo salto no número de infectados. Um movimento semelhante ocorreu em outras capitais: Porto Alegre, Belo Horizonte e Curitiba, que também voltaram a restringir shoppings e atividades de lazer. 

Regiões no interior de São Paulo retrocedem no plano de reabertura 

Em São Paulo, estado com maior número de casos e mortes causadas pela Covid-19, a flexibilização do isolamento social não ocorre de maneira uniforme em cada região. Com diferentes fases que determinam quais serviços estão autorizados a abrir, o estado possui regiões em alerta ou estado de atenção - que já permite alguma abertura. 

Em alguns municípios, porém, a reabertura de atividades como shoppings e comércio de rua causaram um avanço no número de casos, ocupação dos leitos e, consequentemente, retrocesso para o período mais rígido determinado pelo governo do estado. É o caso dos municípios localizados na região de Ribeirão Preto, Barretos, Presidente Prudente, Campinas e Sorocaba. 

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