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Agência Brasil/Marcello Casal JR
Bolsonaro e Ministros


Na última sexta-feira (22) foi divulgado por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Melo, o vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril . Por deterinação judicial foram suprimidos trechos que citavam a China e o Paraguai, sob a justificativa que as falas dos ministros de estado e do presidente da República poderiam gerar uma crise nas relações exteriores . Mesmo com o trecho sobre o país asiático censurado, a ala militar do governo e Paulo Guedes temem retaliação com um eventual vazamento.

Os militares e Guedes compreendem que a relação entre o Executivo e o Judiciário está desgastada e este distanciamento pode gerar um possível vazamento dos trechos suprimidos nas próximas semanas. A leitura dos ministros é que a veiculação dos vídeos causaria uma crise diplomática aguda , que teria como consequência um abalo da relação comercial entre os países.

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Após a divulgação do vídeo, a embaixada chinesa no Brasil divulgou uma nota com a declarção de que os países são "parceiros estratégicos globais" e que irão vencer juntos a crise sanitária. A embaixada prefeiriu não comentar os trechos revelados.

Segundo informações do jornal Folha de S.Paulo , os militares palacianos defendem uma antecipação do Ministério das Relações Exteriores para evitar uma crisediplomática. A ala militar pede que seja reafirmada a parceria comercial entre os países e que o governo chinês saiba que os comentários avulsos destinados ao país não refletem a posição do governo.

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A relação entre Brasil e China tem sido enfraquecida nos últimos meses após declarações racistas do ministro da Educação, Abraham Weintraub, e do filho do presidente, Eduardo Bolsonaro, que chamou o novo coronavírus (Sars-cov-2) de vírus chines.

A Folha de S.Paulo colheu relatos que os pontos suprimidos do vídeo contém citações pejorativas ao Partido Comunista Chinês e uma suposta reoria da conspiração sobre influência do serviço secreto chinês para gerar crises no continente americano.


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